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	<title>Tantrico</title>
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	<description>Tantra, levado a sério</description>
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		<title>Tantrico</title>
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		<title>AmritaBinduUpanishad</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 11:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tantra]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra shástras]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciação na Semente da Eternidade Om A mente, explicam, é biforme: ou é pura ou então é impura; ditada por desejos é a impura; livre dos desejos é a pura. (1) Ensinam que a mente é instrumento de prisão ou de libertação; a submissa aos objetos aprisiona, a insubmissa liberta. (2) Sendo a libertação favorecida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=53&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciação na Semente da Eternidade<br />
Om<br />
A mente, explicam, é biforme: ou é pura ou então é impura;<br />
ditada por desejos é a impura; livre dos desejos é a pura. (1)<br />
Ensinam que a mente é instrumento de prisão ou de libertação;<br />
a submissa aos objetos aprisiona, a insubmissa liberta. (2)<br />
Sendo a libertação favorecida pela mente insubmissa aos objetos,</p>
<p>insubmissa aos objetos deve ser a mente do aspirante à libertação. (3)<br />
Isenta do jugo dos objetos, a mente é refreada no coração<br />
e então atinge o estado não mental, que é a esfera suprema. (4)<br />
Deve mesmo ser refreada de modo a ser dissipada no coração;<br />
é isso a gnose e a libertação e todo o resto é noção livresca. (5)<br />
Não é concebível nem inconcebível, é inconcebível e concebível;</p>
<p>o absoluto, então realizado, não é apreendido por parcializações. (6)<br />
O método é principiar com o som e realizar o não-som a seguir,<br />
pois o ser, não o não-ser, é obtido por meio do estado de não-som. (7)<br />
O absoluto é indiviso, inabalado, inemotivo; “eu sou o absoluto”,<br />
aquele que tiver ciência disso assimila o absoluto para sempre. (8)<br />
Inabalado e infinito, alheio a condicionamentos ou a analogias,</p>
<p>incomensurável e sem início; quando se conhece o júbilo maior, (9)<br />
não há morte nem nascimento, não há veneração nem autoridade,<br />
não há anseio de libertar-se nem libertação – apenas o fim supremo. (10)<br />
O si-mesmo deve ser sentido como um só, na vigília, sonho ou sono;<br />
ao ultrapassar os três estados não se contrai nascimento novamente. (11)<br />
Mesmo sendo uno, o si-mesmo coexiste neste ou naquele ser;</p>
<p>é visto como único e múltiplo, tal como a lua se revela na água. (12)<br />
Como o éter contido em um vaso, quando o vaso se quebra,<br />
o vaso desaparece, mas não o éter: a vida é como o vaso. (13)<br />
Formas diversas são arruinadas de tempos em tempos;</p>
<p>ele desconhece o perecimento mas ela sempre conhece. (14)<br />
Se há constructos da linguagem, ele habita no lótus do coração;<br />
mas, uma vez rompidas as trevas, é descoberta a unidade única. (15)</p>
<p>deve-se produzir manteiga com a mente, ao modo de uma colher. (20)<br />
Aderindo à conduta da gnose, aviva-se a vasta chama condutora;<br />
“eu sou o absoluto, integral, impoluto e pacífico”, assim é ensinado. (21)<br />
“Eu sou Väsudeva, a morada de todos os seres<br />
que mora em todos seres por todas as graças.” (22)</p>
<p>Tradução: João Carlos Barbosa Gonçalves</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=53&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frases chave no tantra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tantra]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra shástras]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nem a posição de lótus nem o fixar o olhar na ponta do nariz são Yoga. É a identidade do ser individual e do ser universal que é Yoga.&#8221; &#8220;Diz-se que o yogui não pode gozar (bhoga) do mundo e quem é um bhogui não pode conhecer o yoga; mas na via dos Kaula existem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=51&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Nem a posição de lótus nem o fixar o olhar na ponta do nariz são Yoga. É a identidade do ser individual e do ser universal que é Yoga.&#8221;</p>
<p>&#8220;Diz-se que o yogui não pode gozar (bhoga) do mundo e quem é um bhogui não pode conhecer o yoga; mas na via dos Kaula existem ao mesmo tempo, Bhoga (gozo) e Yoga (libertação).&#8221;</p>
<p>Beber vinho, comer carne, e olhar fixamente no rosto do ser amado de alguém não são em si mesmos comportamentos que conduzam ao estado supremo. . Somente os vossos devotos [Ó Deusa] e ninguém mais conhece esta visão da kula, que confere gozo e libertação e é alcançável através da compaixão do guru.</p>
<p>.Carentes da instrução de um guru e sendo elas próprias inteiramente confusas, tais pessoas confundem as demais. . Alguns velhacos que gostam da conduta errada entram em detalhes, mas como pode alguém assim ser um mestre ou seus discípulos não serem da mesma espécie?</p>
<p>. Muitos que carecem de transmissão (parampará) e são enganados por falso conhecimento imaginam o ensinamento kaulika segundo sua própria mente.</p>
<p>. Se os homens pudessem atingir a perfeição (sucesso) meramente bebendo vinho, todos os velhacos bebedores de vinho iriam prontamente atingir a perfeição.</p>
<p>. Se o fato de comer carne conduzisse a um estado meritório, todos os carnívoros do mundo iriam sem esforço desfrutas do mérito.</p>
<p>. Se o mero intercurso com uma mulher (shakti) levasse à libertação, todas as criaturas do mundo seriam libertadas por coabitar com fêmeas.&#8221;</p>
<p>&#8220;De acordo com o conhecimento humano o mundo parece ser tanto puro como impuro, mas quando Brahma-jñana (conhecimento divino) foi adquirido não há distinção entre puro e impuro. Para aquele que sabe que Brahman está em todas as coisas e é eterno, o que existe que possa ser impuro?&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=51&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A importância do Guru</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 13:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samadhi e Diksha]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra shástras]]></category>
		<category><![CDATA[guru]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ó Deusa! Aquele que é destituído de iniciação pode não ter nenhum sucesso e nenhum destino afortunado. Portanto, deveria se empenhar em buscar a iniciação de um mestre.&#8221; Mantra-Yoga-Samhita (5) . &#8220;A sílaba gu [significa] &#8220;transcendendo as qualidades (guna)&#8221;; a sílaba ru [significa] &#8220;privado de forma&#8221;. Aquele que garante a essência de transcender as qualidades [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=48&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ó Deusa! Aquele que é destituído de iniciação pode não ter nenhum sucesso e nenhum destino afortunado. Portanto, deveria se empenhar em buscar a iniciação de um mestre.&#8221; <strong>Mantra-Yoga-Samhita (5)</strong><br />
.<br />
&#8220;A sílaba gu [significa] &#8220;transcendendo as qualidades (guna)&#8221;; a sílaba ru [significa] &#8220;privado de forma&#8221;. Aquele que garante a essência de transcender as qualidades [da Natureza] é conhecido como guru.&#8221; <strong>Guru-Gita (46)</strong><br />
.<br />
“O guru é Brahma; o guru é Vishnu; O guru é o Deus Mahesvara (Shiva). Ele é a barca [que atravessa] o oceano da existência.<br />
Somente o guru, [que está sempre] tranqüilo, é a Suprema Condição”.<br />
<strong>Shri Tattva Cintamani, 2.36, Purnananda.</strong><br />
.<br />
”O mestre (guru) é a primeira letra [do alfabeto].<br />
O discípulo é a última.<br />
O conhecimento é o lugar de encontro.<br />
Instrução é o elo”.<br />
<strong>Taittiriya-Upanishad (3.1.1)</strong><br />
.<br />
&#8220;Apenas o conhecimento comunicado pela boca do guru é produtivo [da libertação]; do contrário é infrutífero, fraco e causa de muita aflição&#8221;<br />
<strong>Shiva-samhita 3.11</strong><br />
.<br />
&#8220;Os gurus são tão numerosos quanto lamparinas em cada casa. Mas, ó Deusa, difícil é encontrar um guru que ilumine tudo como o sol.<br />
Gurus versados nos Vedas, livros didáticos e assim por diante são numerosos. Mas, ó, Deusa, difícil é encontrar um guru que seja proficiente na Verdade.&#8221;<br />
<strong>Kula-Arnava-Tantra. 13.104-5</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=48&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Asana, a posição de assentamento</title>
		<link>http://tantrico.wordpress.com/2009/05/16/asana-a-posicao-de-assentamento/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 01:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tantra]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[asanas]]></category>
		<category><![CDATA[patanjali]]></category>
		<category><![CDATA[posições]]></category>
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		<description><![CDATA[Asana, a posição de assentamento de acordo com Patañjali Estabilizar o corpo em postura firme e confortável, para que a mente também se estabilize, se assente. Essa é a proposta do ásana. Esse assentamento do corpo-mente, é o início do yoga, é uma condição necessária, mas não suficiente, pois aqui o prána (deve praticar pránáyama) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=46&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>Asana, a posição de assentamento de acordo com Patañjali<br />
</strong></p>
<p>Estabilizar o corpo em postura firme e confortável, para que a mente também se estabilize, se assente. Essa é a proposta do ásana. Esse assentamento do corpo-mente, é o início do yoga, é uma condição necessária, mas não suficiente, pois aqui o prána (deve praticar pránáyama) e os sentidos ainda estão dispersos (deve praticar pratyara), e ainda não se atinguiu a ekagrata, a focalização em um só ponto necessário para dharana, dhyana e samadhi. Ásana é o início do yoga, pois o yoga é uma prática meditativa por excêlencia, no ásana se restringe a atuação da consciência ao corpo-mente, nos próximos angas a restrição ocorrerá cada vez mais profundamente até chegar em samadhi, que é apenas um trabalho profundamente mental. Ter o corpo-mente assentados quer dizer cortar os laços com os fenômenos de fora e se estabelecer no aqui-agora, estando imerso no próprio corpo-mente. Isso é importante, não se deve praticar ásanas pensando no passado, no futuro, nos problemas, no banco, nas compras, no marido, na esposa, no cachorro. Se isso ocorre então o corpo-mente ainda não estão assentados, ainda não há o ásana.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/46/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=46&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Universo segundo o Tantra</title>
		<link>http://tantrico.wordpress.com/2009/05/16/o-universo-segundo-o-tantra/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 01:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>
		<category><![CDATA[tattvas]]></category>

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		<description><![CDATA[I. Princípios Universais ( Tattvas de 1 a 5) 1. Shiva (O sempre Benevolente) aspecto “masculino” ou Consciência de realidade bipolar definitiva. 2. Shakti (O Poder dele) aspecto “feminino” ou Poder da realidade bipolar definitiva que polariza a consciência no Eu (aham) e no Isso (idam) ou entre o “sujeito” e o “objeto”, mas separa-os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=44&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I. Princípios Universais ( Tattvas de 1 a 5)</p>
<p>1. Shiva (O sempre Benevolente) aspecto “masculino” ou Consciência de realidade bipolar definitiva.<br />
2. Shakti (O Poder dele) aspecto “feminino” ou Poder da realidade bipolar definitiva que polariza a consciência no Eu (aham) e no Isso (idam) ou entre o “sujeito” e o “objeto”, mas separa-os de forma dual. O poder primordial do Eu.<br />
3. Sadakhya (Aquele que é chamado de Ser) é a vontade transcendental que reconhece e afirma “Eu sou isso” com a ênfase no “Eu” em vez de no objeto ou objetivo do “Isso” do Ser universal.<br />
4. Ishvara (O Senhor) É o Criador, que corresponde a realização do “ Isso sou Eu”, enfatizando de mudo sutil o lado objetivo do Ser e, portanto estabelecendo o estágio para a evolução cósmica. Ele mesmo se criou.<br />
5. Sad-Vidya (O Conhecimento do Ser) É o estado de equilíbrio estabelecido entre o subjetivo e o objetivo, que são agora distinguíveis no interior do Ser.</p>
<p>II. Princípios Limitantes (Tattva 6)</p>
<p>6. Maya (Aquela que mensura, que mede) O poder de ilusão inerente na Realidade Definitiva pela qual o Ser parece estar limitado e mensurável através da separação do sujeito e objeto, que assinala o início da ordem mais impura da existência.</p>
<p>Princípios das cinco coberturas ( Tattvas do 7 ao 11)</p>
<p>7. Kalã (A Parte) O princípio da criação pela qual a consciência se torna limitada.<br />
8. Vidya (O Conhecimento) O princípio pelo qual a onisciência da criação é reduzida, causando o conhecimento finito.<br />
9. Raga (A Ligação) O princípio pelo qual a inteireza da Consciência se rompe, dando origem ao desejo por experiências parciais.<br />
10. Kãla (O Tempo) O princípio pelo qual a consciência eterna é reduzida à existência temporal, com passado, presente e futuro.<br />
11. Niyati (A Necessidade) O princípio pelo qual a independência e impregnação da consciência são rompidas, ocasionando limitação relativa à causa espaço e forma.</p>
<p>III. Princípios de Individuação.</p>
<p>12. Purusha (O Homem) ou Anu (átomo). O sujeito consciente, ou o Self que vivencia a realidade objetiva.<br />
13. Prakriti (A Nutriz). A realidade plenamente objetificada, ou natureza, que é exclusiva de cada sujeito consciente.</p>
<p>IV. Princípios de Instrumento Interior. (Antahkarana)</p>
<p>14. Buddhi (A Compreensão). A faculdade mental da inteligência, que é caracterizada pela capacidade para fazer distinções.<br />
15. Ahamkara (O Eu-artífice). O princípio da individuação pelo qual uma pessoa se apropria de experiências (“eu fiz isso”, “eu sou assim” etc).<br />
16. Manas (A Mente). A faculdade mental que sintetiza as impressões sensoriais iminentes na totalidade de conceitos e imagens.</p>
<p>V. Princípios de Experiência</p>
<p>Os cinco poderes da Cognição. (Jñanendriya)</p>
<p>17. Ghrana (Aroma). O sentido do olfato.<br />
18. Rasa (Gosto). O sentido do paladar.<br />
19. Cakshus (Olhar, ver). O sentido da visão.<br />
20. Sparsha (Toque). O sentido do tato.<br />
21. Sharavana (Audição). O sentido auditivo.</p>
<p>Os cinco poderes da Cognação. (Karmendriya)</p>
<p>22. Vac (Fala). A faculdade da comunicação.<br />
23. Hasta (Mão). A faculdade de manipulação.<br />
24. Pada (Pé). A faculdade da locomoção.<br />
25. Payu (Anus). A faculdade digestoria.<br />
26. Upastha (Genitais). A faculdade da procriação.</p>
<p>Os Cinco elementos sutis. (Tanmatra)</p>
<p>27. Shabda-tanmatra (Elemento sutil do som). O potencial para percepção auditiva.<br />
28. Sparsha-tanmatra (Elemento sutil do toque). O potencial para percepção tátil.<br />
29. Rupa-tanmatra (Elemento sutil da Visão). O potencial para percepção visual.<br />
30. Rasa-tanmatra (Elemento sutil do paladar). O potencial para percepção gustativa.<br />
31. Gandha-tanmatra (Elemento sutil do Aroma). O potencial para percepção olfativa.</p>
<p>VI. Princípios de Materialidade</p>
<p>32. Akasha-Bhuta (Elemento de Éter). O princípio da vacuidade produzido a partir do elemento sutil do som.<br />
33. Vayu-Bhuta (Elemento do Ar). Princípio da mobilidade produzido a partir do elemento sutil do tato.<br />
34. Agni-Bhuta (Elemento do fogo). Princípio da formação produzido a partir do elemento sutil da visão.<br />
35. Apa-Bhuta (Elemento da Água). Princípio da liquidez produzido a partir do elemento sutil do paladar.<br />
36. Prithivi-Bhuta (Elemento da Terra). O princípio da solidez produzido a partir do elemento sutil do olfato.</p>
<p>Baseado na escola Prathyabijna Tantra ou Trika.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=44&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Psicologia do Karma</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 16:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[A psicologia do Karma Karma é a lei da ação e reação aplicada ao ser humano. A palavra Karma é o sânscrito para &#8220;ação&#8221;, do mesmo radical de kriya que é &#8220;atividade&#8221;. Toda ação de um sujeito seja pensamento, fala ou ato gera uma reação igual e contrária, geralmente essa reação é chamada de samskara, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=40&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="smller" style="text-align:center;">A psicologia do Karma</h3>
<p style="text-align:justify;"><em>Karma </em>é a lei da ação e reação aplicada ao ser humano. A palavra <em>Karma </em>é o sânscrito para &#8220;ação&#8221;, do mesmo radical de <em>kriya </em>que é &#8220;atividade&#8221;. Toda ação de um sujeito seja pensamento, fala ou ato gera uma reação igual e contrária, geralmente essa reação é chamada de <em>samskara</em>, uma impressão latente ou impressão residual, por igual entende-se que ela é da mesma natureza da ação, por exemplo, uma ato violento gera uma reação violenta, contrária, ou seja, em direção ao próprio sujeito que gerou aquela ação para o mundo, então uma ação violenta gera uma impressão residual de conteúdo violento na mente do praticante da ação.<br />
.<br />
Para o yoga e para o tantra, esses <em>samskaras </em>são condicionamentos, condicionantes e condicionadores, pois seu funcionamento na mente, geram as movimentações chamadas <em>vrttis </em>(alterações e movimentações mentais com as quais nos identificamos) e os <em>vásanas </em>(tendências a repetição das mesmas impressões, são tendências formadoras dos hábitos e da personalidade, e agem como causas potenciais das ações e experiências futuras). O <em>vásana </em>é o que retorna do <em>samskara</em>, que é inconsciente, para a mente consciente, ele é da mesma natureza do <em>samskara.</em> Essa é a lógica que gera nossa personalidade e assim nosso modo de agir no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Nossas ações em primeiro momento parecem ser muito diferentes do <em>samskara </em>em si, mas que buscam satisfazer esse <em>samskara </em>de alguma forma através de uma ação, pois o sujeito não reconhece o <em>samskara </em>diretamente, o que ele reconhece são os <em>vásanas </em>e os <em>vrttis</em>, os quais novamente fazem gerar ações, karma. Mas a ação nunca esgota os <em>samskaras</em> como poderia se pensar, mas pelo contrário, gera mais como num ciclo.</p>
<p style="text-align:justify;">Então a lei do karma é uma lei que condiciona e aprisiona, pois é circular:<br />
ação -&gt; impressão residual -&gt; vrttis e vásanas -&gt; outra ação -&gt; outra impressão residual -&gt; &#8230;<br />
Trocando em menudos, somos escravos de nosso próprio automatismo,  nos repetimos sempre, não da mesma forma que antes mas de forma um pouco deslocada, o que nos da uma ilusão de suposta autonomia, e quando pensamos que mudamos, pois pensamos diferente ou agimos diferente, na verdade também caímos em um novo karma.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses ciclos, ou samsara, é que geram os kleshas, as aflições humanas, pois somos escravos e nos identificamos com o ciclo e não reconhecemos o si mesmo, Atman ou Purusha. Assim não somos libertos e nem podemos gozar plenamente, assim não podemos ser.</p>
<p style="text-align:justify;">É assim que a mente de uma pessoa comum, neurótica, funciona. Mas a lei do karma é um pouco mais ampla do que isso, pois a ação de uma pessoa gera reações em outras. Exemplo: alguém me assalta com arma (ação), os estímulos sensoriais chegam a mim e serão analisados pelo conteúdo mental prévio, o sistema que descrevi acima, para que eu tenha uma reação. Se eu fosse um yoguin eu teria perfeição nas ações, como diz o Bhagavad Gita, então eu agiria sem cair no jogo de vásanas, <em>vrttis</em>&#8230;, e teria uma ação consciente. Outras pessoas teriam reações que passariam por esse conteúdo mental condicionante, e agiria em conformidade com sua mente instintiva, sem muito direto a decisão.</p>
<p style="text-align:justify;">O que o tantra faz é dar ao ser humano uma forma de se libertar desse ciclo (samsara), não negá-lo, como o yoga antigo e ascético fazia, mas continuar no mundo tendo libertação e gozo dele como sendo a mesma coisa. O que vemos em algumas religiões ou filosofias é a separação ou negação de um desses dois. Uma pessoa comum quer é aproveitar a vida, ter gozo, só que ela se aliena pois não é liberta do mundo, não reconhece o si mesmo e fica presa no jogo dos opostos, do karma, do samsara, esse tipo de filosofia ou modo de pensar reconhece apenas o corpo e a matéria, e não vê que há muito mais, e por isso nunca conseguem ter um gozo pleno, mas sempre insatisfeito, sempre algo a ser buscado, essas são filosofias horizontais.</p>
<p style="text-align:justify;">Outras filosofias buscam ir para o alto, alcançar o supremo e a libertação lá no céu ou em algum outro lugar que não no corpo.  Mas essas filosofias negam o mundo e o corpo e afirmam o além e o supremo, e dessa forma se alienam e não gozam do mundo, pois negam o outro, o mundo e o corpo, que nada mais são do que manifestação do supremo. Esses são os verticalistas e assim como os outros buscam muito, mas com esse modo de pensar não conseguem o que buscam.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim o tantra vê que a libertação e o gozo são a mesma coisa, numa filosofia verticalista e horizontalista que não nega nada, pois tudo é Shiva (Consciência) e Shakti (poder da consciência que gera a matéria), transcendente e imanente. Assim pode-se gozar da existência do mundo sem que com isso se esteja preso em sua ilusão, e pode-se estar liberto sem que com isso seja necessário a renúncia do mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=40&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Frases de Escrituras Tantricas</title>
		<link>http://tantrico.wordpress.com/2009/05/09/frases-de-escrituras-tantricas/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 15:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra shástras]]></category>

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		<description><![CDATA[Agamas Âgamas e Tantras &#8220;A expressão Tantra é um nome genérico para escrituras pertencentes aos &#8216;Âgama&#8217;, &#8216;Tantra&#8217; e &#8216;Samhitâ&#8217; que referem-se a tratados teológicos discutindo códigos de disciplina e culto entre as diferentes seitas religiosas e seus pontos de vista metafísicos e místicos.&#8221; (History of Sanskrit Literature). Segundo o Kulârnava Tantra, para cada Yuga (era), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=35&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- following code added by server. PLEASE REMOVE --><!-- preceding code added by server. PLEASE REMOVE --><br />
<span style="font-size:x-large;">Agamas</span></p>
<p><span style="font-size:x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><strong>Âgamas e Tantras<br />
</strong><br />
&#8220;A expressão Tantra é um nome genérico para escrituras pertencentes aos &#8216;Âgama&#8217;, &#8216;Tantra&#8217; e &#8216;Samhitâ&#8217; que referem-se a tratados teológicos discutindo códigos de disciplina e culto entre as diferentes seitas religiosas e seus pontos de vista metafísicos e místicos.&#8221; (History of Sanskrit Literature).<br />
Segundo o Kulârnava Tantra, para cada Yuga (era), foi criado um tipo particular de escritura:<br />
Krte shrutyukta âcârastretâyâm smrti-sambhavah.<br />
Dvâpare tu purânoktah, kalâvâgamasammatah.<br />
&#8220;Se shruti (Vedas) é a escritura para a Satya-Yuga, smrti para Treta-Yuga, os purânas para Dvâpara-Yuga, os âgamas (Tantras) são para a presente era ou Kali-Yuga.&#8221;<br />
<em>(Kulârnava Tantra, em A. Avalon, Shakti and Shakta, p.7)</em></span></p>
<p>&#8220;Os âgamas, que explicam as regras de conduta de seitas shivaístas (e shaktas) e se referem a tradições existentes desde tempos imemoriais, são tidos, senão em sua forma, em seu conteúdo, como mais antigos que os Vedas.(&#8230;)Esses trabalhos nunca foram realmente integrados aos textos sagrados do hinduísmo. Por serem considerados textos para iniciados, eles nunca foram amplamente divulgados. Muitos ainda não foram publicados e são mantidos secretos. De qualquer maneira, sua transmissão oral é a única considerada válida. A escrita é, em muitos casos, proibida ou, pelo menos, tida como perigosa, uma vez que certos ensinamentos só devem ser transmitidos àqueles que são dignos deles. Além disso, a escrita não serve à transmissão de fórmulas mágicas (mantras). &#8216;Porém, durante o longo período em que o shivaísmo esteve banido, os âgamas tiveram de ser transcritos, a fim de que os shivaístas pudessem ter textos próprios que fossem tão sagrados quanto os Vedas dos ortodoxos, e pudessem ter regras de disciplina bem estabelecidas relativas à religião.&#8217;<br />
(C. V. Narayana Ayyar, Shaivism in South India, p. 71).&#8221;<br />
<em>(Alain Daniélou, Shiva e Dioníso, p.34)</em></p>
<p>&#8220;Nos Vedas (Rigveda X, 71.9, Atharvaveda X, 7.42), o termo &#8216;tantra&#8217; parece ser usado para denotar uma máquina de tecelagem, um tear. O mesmo sentido da palavra pode ser encontrado no Taittiriya Brahmana (11.5.5.3). A palavra tantraka ocorre no Ashtadhyayi como um derivado de tantra, e significa um tecido tirado do tear.<br />
No Shatapatha Brahmana e Tandya Brahmana, &#8216;tantra&#8217; denota a parte principal ou essência de uma coisa. Talvez, nesta época, Tantra representasse a quintessência dos Shâstras.&#8221;<br />
<em>(S.C. Banerji, A Brief History of Tantra Literature, p. 1)</em></p>
<p>&#8220;A palavra &#8216;tantra&#8217; foi derivada no Kashika-Vrtti (7-2-9) da raiz &#8216;Tan&#8217;, &#8216;espalhar, difundir&#8217;(&#8230;)<br />
De acordo com esta derivação Tantra é aquela escritura cujo conhecimento é difundido:<br />
tanyate, vistâryate jnãnam anena, iti tantram<br />
O sufixo &#8216;tra&#8217; vem da raiz &#8216;salvar&#8217;. O conhecimento que é difundido (tan) e que salva (tra).(&#8230;) O Kâmika Âgama da tradição Shaiva Siddhanta (Tantrântara Patala) diz:<br />
tanoti vipulân ârthân tattvamantra samanvitân<br />
Trânanca kurute yasmât tantram ityabhidhîyate<br />
&#8216;É chamado Tantra porque proclama grande conhecimento relativo a Tattva e Mantra e porque salva (libera o ser humano da escravidão)&#8217;&#8221;<br />
<em>(John Woodroffe, Shakti and Shakta, p. 34) </em></p>
<p>&#8220;De acordo com H. P. Shastrî, Tantra significa &#8216;redução&#8217;. Ele tenta reduzir, a algo parecido a fórmulas algébricas, os mantras que, de outro modo, seriam muito longos. Alguns derivam Tantra de &#8216;tanu&#8217;(corpo), sendo assim chamado pois salva o corpo através de práticas yóguicas. Outros derivam a palavra da raiz ; &#8216;trai&#8217; (salvar) e consideram tantra o shâstra que dá proteção a seus seguidores. Outra maneira de derivar &#8216;tantra&#8217; é da raiz tantri (explicar) ou tatri (entender). &#8220;<br />
<em>(Banerji, idem)</em></p>
<p>&#8220;No Kulârnava Tantra, Shiva diz a Pârvati que não há diferença entre a filosofia religosa do Tantra e a verdade do Veda:<br />
tasmâti vedâtmakam shâstram<br />
viddhi kaulâtmakam priye.<br />
(&#8216;Portanto, Ó querida, saiba que a Escritura que é da natureza do Veda é da natureza do Tantra&#8217;).&#8221;<em>(Mahadevan, Outlines of Hinduism, p.180)</em></p>
<p>&#8220;Um Tantra completo geralmente consiste em quatro partes: conhecimento (jñana), meditação (yoga), ação (kriyâ) e conduta (charyâ). Embora não seja possível estabelecer uma linha de demarcação entre Âgama, Tantra e Samhitâ, é comum referir-se à escritura sagrada dos Shaivas (seguidores de Shiva) pela expressão Âgama, enquanto Tantra é tido como a escritura sagrada dos Shaktas (seguidores de Shakti, a Deusa) e Samhitâ dos Vaishnavas( seguidores). (&#8230;) Os tantras vieram substituir os Vedas quando mais tarde se descobriu que a execução de um sacrifício de acordo com os ritos védicos era praticamente impossível devido à sua rígida ortodoxia. Assim os Tantras prescreviam métodos menos complexos que se adequariam não somente às classes superiores mas também aos shudras e às mulheres que não tinham acesso às cerimônias védicas.&#8221;(History of Classical Sanskrit literature, p.47)</p>
<p>&#8220;O Hinduísmo popular é grandemente influenciado pelos Tantras. Rituais domésticos e nos templos, jejuns e festivais seguem principalmente as indicações dadas nas escrituras tântricas. Enquanto há restrições de casta, etc, em relação aos ritos védicos, os Tantras não fazem tais reservas. Eles são abertos a todas as castas e a ambos os sexos. O Gautamîya Tantra declara:<br />
sarva-varnâdhikârash cha<br />
nârinâm yog ya eva cha<br />
(&#8216;Todas as castas são aptas; e as mulheres, também, são competentes.&#8217;)&#8221;<br />
<em>(Mahadevan, Outlines of Hinduism, p.180)</em></p>
<p><strong>Shâkta Tantra<br />
</strong>(T.M.P Mahadevan, Outlines of Hinduism, p. 203-206)</p>
<p>&#8220;De todos os cultos tântricos, a tradição dos Shâkta é a que mais tem sofrido críticas, em razão de um entendimento e práticas errôneos. Muitos vêem neles somente &#8216;lascívia, mistério e magia negra, superstições tolas e vulgares&#8217;. Mas estudando-se mais profundamente os Shâkta Tantras com o propósito de entendê-los, encontra-se muito sentido nos princípios neles ensinados.</p>
<p>Filosoficamente, o Shâkta-darshana (filosofia, ponto de vista) é um tipo de não-dualismo. A realidade, de acordo com ele, é não-dual (advaita); é da natureza da Existência-Consciência-Beatitude (saccidânanda). É nirguna, isto é sem atributos, no sentido que não há distinções nela. Nada é real além dela. Todas as coisas são idênticas a ela. A realidade não-dual manifesta-se como o mundo de pluralidade através do poder de mâyâ. Até este ponto, o Advaita do Shaktismo está em acordo com o de Shankara (Vedanta clássico). Mas, enquanto para Shankara mâyâ é o princípio de ilusão que vela o verdadeiro Brahman (Ser Universal) e projeta-se no mundo irreal, para o Shaktismo, mâyâ é um poder real, manifestando-se na forma do universo diversificado. A esse respeito,o ensinamento dos Shâkta é idêntico ao do Shivaísmo de Kâshmira. Ambos consideram a realidade última como sendo Shiva-Shakti, Consciência-Poder. Shiva é o princípio estático da consciência enquanto Shakti é o princípio cinético. Os Shâkta Tantras representam esta verdade pelo célebre provérbio, &#8216;Shiva sem Shakti é shava (cadáver)&#8217; e pela figura de cinco cadáveres de Shiva sustentando o trono da Mãe do Mundo, nas deslumbrantes florestas da Ilha das Pedras Preciosas (Manidvîpa), cujas areias douradas são banhadas pelo Oceano da Imortalidade (amrta).</p>
<p>Enquanto Shiva é a fundação básica da criação, Shakti é seu princípio dinâmico, móvel. Há dois aspectos de Shakti, vidyâ ou chit-shakti e avidyâ ou mâyâ-shakti. Chit-shakti é da natureza da Iluminação e Consciência (prakâsha). Mâyâ-shakti é a mesma consciência que oculta a si mesma e projeta-se no mundo. É a potência do vir-a-ser, a semente da evolução (vimarsha). Através de mâyâ, o Um torna-se Muitos, o Infinito torna-se finito, o Supremo Espírito torna-se o mundo de Mente, Vida e Matéria. A evolução não afeta, realmente, a natureza de Shiva, que não é somente da forma do universo (vishvamaya) mas está além dele (vishvottîrna).</p>
<p>Em um mundo dominado por conceitos masculinos e com tendências profanas, a ênfase da filosofia Shâkta na maternidade de Deus é fascinante. É necessário ressaltar, no entanto, que Shakti é mulher somente figurativamente e simbólicamente. Shakti é Deus como o princípio de produtividade; e o Shâkta dá a Ele a forma feminina para propósitos de culto. Na verdade, segundo sua filosofia, a realidade última nem é masculina nem feminina. Um hino dedicado a Shakti o Mahâkâla-samhitâ diz:<br />
&#8216;Tu não és nem menina nem donzela nem velha. Na verdade, tu não és nem feminino nem masculino nem neutro. Tu és inconcebível, poder imensurável, o Ser de tudo que existe, livre de toda dualidade, o supremo Brahman, acessível somente pela Iluminação&#8217;.</p>
<p><strong>Dhyâna de Brahman<br />
</strong>&#8220;No lótus de meu coração, eu contemplo a Divina Inteligência,o Brahman sem distinções e diferença, que pode ser conhecido através de Hari, Hara e Vidhi (Brahmâ), a quem os yogîs se aproximam em meditação. Ele que destrói o medo do nascimento e da morte, que é Existência (Sat), Inteligência (Chit), a Raiz de todos os três mundos.&#8221;<br />
<em>(Mahanirvana Tantra, cap.II, 50)</em></p>
<p><strong>Dhyâna de Shiva<br />
</strong>Em um estado tranquilo, possuindo o resplendor de dez milhões de Luas; vestido com peles de tigre; usando o fio sagrado feito com uma serpente; Todo o seu corpo é coberto com cinzas; usa serpentes como ornamentos; Suas cinco faces são das cores vermelho-escuro, amarelo, rosa, branco e vermelho, com três olhos cada; Sua cabeça é coberta com cabelo emaranhado; Ele é Onipresente; Sustêm Gangâ (o rio Ganges) em sua cabeça, e tem dez braços; em Sua fronte brilha a Lua crescente; Em Sua mão esquerda, Ele segura o crânio, o fogo, o laço, o Pinâka (arma) e o machado, e em Sua mão direita, o tridente, o raio (vajra), a flecha e as bençãos; Ele está sendo louvado por todos os Deuses e os grandes Sábios; Seus olhos estão semi-abertos pelo excesso de êxtase; Seu corpo é branco como a neve, a flor Kunda e a Lua; Ele está sentado em um Touro; Noite e dia, ele é rodeado em ambos os lados pelos Siddhas (libertos), Gandharvas (músicos celestes) e Apsarâs (ninfas celestes), que cantam hinos em Seu louvor; Ele é esposo de Ûma; o dedicado Protetor de Seus devotos.<br />
<em>(Mahanirvana Tantra, cap.14, 32-38)</em></p>
<p><strong>Dhyâna da deusa Târâ<br />
</strong>&#8220;Firme, com o pé esquerdo à frente e sobre um cadáver, ela gargalha. Transcendentes, suas mãos seguram uma espada, um lótus azul, uma adaga e uma tigela de esmolar. Ela solta seu grito de guerra: Hûm! Seu cabelo escuro trançado está preso por serpentes azuis venenosas. É assim que a apavorante Târâ destrói a inconsciência nos três mundos e os leva em sua cabeça para outra guarda.&#8221;<br />
<em>(Târâ-Tantra, em Louis Renou, Hinduísmo, p.129-130)</em></p>
<p><strong>Gautamîya Tantra<br />
</strong>Pûjâ (oferenda) interior</p>
<p>&#8220;A maneira que o culto exterior é convertido em interior é descrita no Gautamîya Tantra. Depois de invocar a imagem da Deusa no lótus do coração, deve-se &#8216;oferecer o coração como o assento de lótus da Devatâ (Divindade); oferecer o néctar divino do lótus (chakra) Sahasrâra (topo da cabeça) como a água que lava Seus pés. Oferecer éter (espaço) como Suas roupas, o princípio do olfato como perfume, a mente como flor, as energias vitais do corpo como incenso, o princípio da luz como luminária. Oferecer a Ela o oceano de néctar como alimento, o inaudível som do coração como sino, o princípio do ar como leque e abanador; oferecer a atividade dos sentidos e as agitações da mente como dança. Para perceber o pensamento divino, oferecer estas dez diferentes flores (do espírito): liberdade da ilusão, do egoísmo, do apego, liberdade da insensibilidade, do orgulho, da arrogância, da hostilidade, da perturbação, da inveja e da voracidade. A suprema flor da inofensividade, a flor do controle dos sentidos, da piedade, do perdão e do Conhecimento.&#8217; Estes são os quinze sentimentos interiores oferecidos no pûjâ.&#8221;<br />
<em>(Philip Rawson, The Art of Tantra, p.50)</em><br />
<span style="font-size:medium;"><br />
Vijñanabhairava<br />
</span>(versos 14-17)<br />
traduzido por Jaideva Singh</p>
<p>&#8220;Onde quer que a mente vá, seja em direção ao exterior ou em direção ao interior, em todo lugar há o estado de Shiva. Uma vez que Shiva é onipresente, onde pode a mente ir (para evitá-lo)?&#8221;</p>
<p>Bhairava descreve o aspecto transcendente (nishkala) do Supremo:<br />
&#8220;Parâvasthâ (o estado supremo) de Bhairava é livre (unmukta) de todas as noções a respeito de direção (dik), tempo (kâla), nem pode ser particularizado (avisheshini) por algum espaço definido (desha) ou designação (uddesha). Na verdade (paramârthatah) ele não pode nem ser indicado (vyapadeshtum ashakyâ) nem descrito em palavras (akathyâ).14</p>
<p>Pode-se tornar consciente dele apenas quando se está completamente livre de todas construções-pensamentos (vikalponmukta-gocharâ). Pode-se ter uma experiência dessa beatitude em seu próprio<br />
eu interno ( quando se está completamente livre do ego, e estabelecido em pûrnâhantâ, na plenitude da consciência do Ser).<br />
O estado de Bhairava que é repleto de beatitude (vinda) da não-diferença em relação ao universo (bharitâkâra) é Bhairavî ou Shakti of Bhairava.15</p>
<p>Na verdade, esse estado de Bhairava deve ser conhecido como Sua natureza essencial, imaculada (vimalam) e presente em todo o universo (vishvapûranam). Este sendo o estado da Realidade Suprema, quem pode ser o objeto de adoração, quem deve ser propiciado com a adoração?16</p>
<p>Esse estado nishkala de Bhairava que é celebrado desta forma é o estado supremo. É chamado Parâ Devî, a deusa suprema, parâ ou suprema não somente pelo nome, mas por que essa é na verdade sua forma superior (pararûpena).17&#8243;</p>
<p><span style="font-size:medium;">Vishnu e Shiva são um só<br />
</span>&#8220;Mahavishnu e Sadashiva também são um. Como diz o Sammohana Tantra (Ch. VIII), &#8216;Sem Prakrti o Samsara (mundo) não pode existir. Sem Purusha o verdadeiro conhecimento não pode ser alcançado. Portanto ambos devem ser adorados; com Mahakali, Mahakala.&#8217; Alguns, diz o texto, falam de Shiva, alguns de Shakti, alguns de Narayana (Vishnu). Mas o supremo Narayana (Adinarayana) é o supremo Shiva (Parashambu), o Nirguna Brahman, puro como cristal. Os dois aspectos do Supremo refletem um no outro. O Reflexo (Pratibimba) é Maya de onde nascem os Senhores do Mundo (Lokapâlas) e os Mundos. A Âdya Lalitâ (Mahashakti) assumiu uma vez a forma masculina de Krishna e uma outra vez a forma de Rama. (Ch.IX) Pois todos os aspectos estão em Mahakâlî, una com Bhairava Mahakala, que é Mahavishnu. &#8216;É somente um tolo&#8217;, diz o texto, &#8216;que vê alguma diferença entre Rama e Shiva&#8217;.&#8221;<em> (Woodroffe (A.Avalon), Shakti and Shakta, p.36)</em></p>
<p><span style="font-size:medium;">Kularnava Tantra<br />
</span>O Kularnava Tantra é grandemente estimado pelos tântricos da escola Kaula. A palavra Kularnava significa &#8216;oceano de Kula&#8217;. Este Tantra focaliza Urdvhamnaya ou Tradição Superior, correspondendo a uma das cinco faces de Shiva. <em>(Mike Magee)</em></p>
<p>&#8220;Neste mundo estão incontáveis massas de seres sofrendo toda forma de dor. A velhice espreita como uma tigresa. A vida se esvazia como se fosse a água de um pote quebrado. A doença mata como os inimigos. A prosperidade é apenas um sonho; a juventude é como uma flor. A vida é vista e se vai como o relâmpago. O corpo nada mais é que uma bolha d&#8217;água. Como então alguém pode saber disso e mesmo assim permanecer satisfeito? O Jivatma passa pelos lakhs de experiência, entretanto somente como ser humano ele pode obter a verdade. É com grande dificuldade que se nasce ser humano. Portanto, é um suicida aquele que, tendo obtido um excelente nascimento, não sabe o que é para seu bem. Há alguns que tendo bebido o vinho da ilusão estão perdidos em buscas terrenas, não percebem o vôo do tempo e não são comovidos pela visão do sofrimento. Há outros que caíram no poço profundo das Seis Filosofias &#8211; adversários fúteis lançados ao deslumbrante oceano dos Vedas e Shastras. Eles estudam dia e noite e aprendem palavras. Alguns ainda, fascinados pelo conceito, falam do pensamento Umani de forma nenhuma percebendo-o. Meras palavras e conversa não podem dispersar a ilusão do errante. A escuridão não é dispersada pela menção da palavra &#8216;candeeiro&#8217; . O que há então há fazer? Os Shastras (escrituras) são muitos, a vida é curta e há milhões de obstáculos. Portanto, que a essência deles seja compreendida, assim como o Hamsa (o cisne divino) separa o leite da água com a qual estava misturado.&#8221; <em>(Kularnava Tantra, cap I, cit Shakti and Shakta, p.293)</em></p>
<p>&#8220;Como Vishnu entre os deuses, como o sol entre as luzes celestes, como Kashi entre os lugares sagrados de banho, como a pedra filosofal em relação ao ouro e assim por diante, assim como o Meru está para as montanhas, assim como o sândalo está para as árvores, assim como Ashvamedha está para os sacrifícios. Como um diamante está para um seixo, assim como a doçura está para outros sabores, assim como o ouro entre os metais, assim como a vaca está para os quadrúpedes, assim como o cisne está para os pássaros, assim como o estado de sadhu está para diferentes ashramas, assim como um brahmin está para (outros) varnas, assim como um rei está para o homem, assim como a cabeça está para os membros, assim como o musk está para as fragrâncias, assim como Kanchi está para cidades, assim, de todos os caminhos, o Urdvhamnaya é o melhor.&#8221;<br />
<em> (Kularnava Tantra, cap 3, trad. Mike Magee)</em></p>
<p>&#8220;Nem a posição de lótus nem o fixar o olhar na ponta do nariz são Yoga. É a identidade de Jivâtma (o ser individual) e Paramâtma (o ser supremo) que é Yoga.&#8221;</p>
<p>&#8220;Diz-se que o iogue não pode gozar (do mundo) e quem dele goza não pode conhecer o Yoga; mas na via dos Kaula existem ao mesmo tempo, Bhoga (gozo das experiências do mundo) e Yoga.&#8221;</p>
<p>No Kularnava Tantra, Shiva se refere de forma precisa ao verdadeiro espírito do Tantra, esclarecendo os possíveis desvios que possam surgir em seu nome: &#8220;Beber até intoxicar-se, comer carne e contemplar um rosto formoso, naõ é o caminho que deves seguir. Muitos pensam erroneamente em nome do Tantra, enganados e enganando a outros, e atuam equivocando-se, desviando-se dos preceitos dos Mestres. Se bebendo se alcançasse a plenitude, todos os bêbados alcançariam a Perfeição. Se comendo carne se obtivesse o Estado Supremo, os carnívoros de todas as espécies obteriam os Méritos Sagrados. Se a Liberação viesse pelo copular, todos os animais se libertaríam pelo contato com o outro sexo. Não é o caminho do Tantra que tens que denunciar, mas sim aqueles que não o seguem em seu verdadeiro espírito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Medite no lótus do seu coração que no centro do oceano de néctar há uma bela ilha. Na floresta de árvores Aeon, há um bonito dossel feito de nove jóias. Ali, em um trono, em um assento triangular no centro de um lótus está o Senhor Shiva, decorado com o sol e a lua e Devi Ambika formando metade de seu corpo. Bela como dezenas de milhões de deuses do amor, e como um jovem de dezesseis anos, Ela-Ele sorri. Ela-Ele veste roupas, ornamentos e guirlandas de flores celestiais e o corpo Dela-Dele está untado com pasta de sândalo. Ela-Ele tem três olhos e está sempre em êxtase.&#8221;</p>
<p>&#8220;Aquele que é iludido por Sua Mâyâ, não vê enquanto vê, não compreende enquanto ouve, e não sabe a verdade enquanto lê.&#8221;</p>
<p><span style="font-size:medium;">Kulachudamani Tantra<br />
</span>No Kulachudamani cap. I, Bhairava (Shiva) pergunta a Devi a razão pela qual, apesar de seu conhecimento das Kulasundaris, das doutrinas e Tantras, ele não alcança o êxtase(ananda). Bhairavi diz que Bhairava é o supremo Kula, mas é por causa da influência de sua Maya que ele não alcança ananada*. Devi diz a Shiva:<br />
&#8220;Deva, quintessência do êxtase supremo, o Senhor de Kula, da própria essência do conhecimento do oceano de Kula Tantra, ocultado pela minha Maya.<br />
Eu sou a Grande Natureza, consciência, êxtase, a quintessência, exaltada com devoção. Onde Eu estou, não há Brahma, Hara, Shambhu ou outros devas (deuses), nem há criação, preservação ou dissolução. Onde Eu estou, não há apego, felicidade, tristeza, liberação, bondade, fé, ateísmo, guru ou discípulo. Quando Eu, desejando a criação, cubro a mim mesma com minha Maya e torno-me tríplice, tornando-me extática em meu exuberante jogo de amor, Eu sou Vikarini, dando origem às várias coisas.&#8221;<br />
&#8220;Ó, Ser que tudo sabe, se Eu sou conhecida, que necessidade há de escrituras reveladas e sadhana (disciplina)? Se Eu não sou conhecida, qual a utilidade de puja (oferendas) e textos revelados? Eu sou a essência da criação, manifestada como mulher, inebriada com desejo sexual, a fim de conhecer-te como guru, tu com o qual Eu sou uma. Ainda assim, Mahadeva, Minha verdadeira natureza ainda permanece secreta.&#8221;<em> (trad. Mike Magee)</em><br />
* Banerji, A brief history of the tantric literature, p224</p>
<p><span style="font-size:medium;">Mahanirvana Tantra<br />
</span><br />
No Mahanirvana Tantra, Sadashiva narra a Devî a essência do culto à Suprema Prakriti: (Ullâsa IV)<br />
&#8220;Ouça, Ó Tu de Sorte e Destino superiores, às razões pelas quais Tu deves ser cultuada, e como o indivíduo, através disso, torna-se unido a Brahman. Tu és a única Parâ Prakriti da Alma Suprema, Brahman, e de Ti nasceu todo o universo &#8211; Ó Shivâ -<br />
do qual tu és a Mãe. Ó Graciosa! o que quer que haja neste mundo, as coisas com movimento e as coisas sem movimento, de Mahat (Inteligência) até um átomo, deve sua origem e é dependente de Ti. Tu és a Origem de todas as manifestações; Tu és até mesmo o Nosso (Brahmâ, Vishnu, Shiva) lugar de nascimento; Tu conheces o mundo todo, entretanto ninguém conhece a Ti.<br />
Tu és Kâlî, Târinî, Durgâ, Shodashî, Bhuvaneshvarî, Dhûmâvatî. Tu és Bagalâ, Bhairavî, e Chhinnamastakâ. Tu és Anna-purnâ (a doadora de comida), Vagdevî (a deusa da linguagem), Kamalâlaya (aquela que vive no lôtus). Tu és a Imagem ou Personificação de todas as Shaktis e de todos os Devas. Tu és Sutil e Densa, Manifesta e Velada, Sem Forma e entretanto com Forma. Quem pode Te compreender? Para a realização do desejo do cultuador, pelo bem do mundo, e a destruição dos Dânavas ( classe de Asuras, demônios, filhos de Danu), Tu assumes várias formas. Tu tens quatro braços, dois braços, seis braços, e oito braços, e seguras várias armas para a proteção do Universo.<br />
Tu és a Imagem de tudo, e estando acima de tudo, Tu és a Mãe de tudo. Se Tu estás satisfeita, Ó Rainha dos Devas! então, todos estão satisfeitos.<br />
Antes do Começo das coisas Tu existias na forma de Escuridão que está além da linguagem e da mente, e de Ti, através do desejo criativo do Supremo Brahman, nasceu o Universo. Este Universo, a partir do grande princípio Mahat até os elementos densos (terra, água, fogo, ar e éter), foi criado por Ti, uma vez que Brahman, Causa de todas as causas, é apenas a Causa Instrumental. É o Eternamente Existente, Imutável, Onipresente, Pura Inteligência desapegada de todas as coisas e, no entanto, envolvendo e existindo em todas as coisas. Ele não atua nem usufrui. Não se move nem é Imóvel. É a Verdade e Conhecimento, sem começo ou fim, Inefável e Incompreensível.<br />
Tu, a Suprema Yoginî, movida pelo mero desejo dele, cria, protege e destrói este mundo com tudo que nele se move e é imóvel. Mahâkâla, o Destruidor do Universo, é Tua Imagem. Na Dissolução das coisas, Kâla é quem tudo devorará e por causa disso Ele é chamado Mahâkâla. Como Tu devoras o próprio Mahâkâla, Tu és a Suprema e Primordial Kâlikâ.<br />
Como Tu devoras Kâla, Tu és Kâlî, a forma original de todas as coisas, e como Tu és a Origem e devoras todas as coisas, Tu és chamada Âdya Kâlî. Retomando, depois da Dissolução, Tua própria forma, escura e informe, Tu és a Única que permanece, Inefável e Inconcebível. Embora tendo forma, Tu és sem forma; embora sem começo, multiforme pelo poder de Mâyâ, Tu és o Começo de tudo; Tu és Criadora, Protetora e Destruidora. Por isso, Ó Afável! o mesmo fruto que é obtido através da iniciação no Brahma-Mantra pode ser obtido através do culto a Ti.&#8221;<br />
<em>(Mahanirvana Tantra, cap.IV, p.47-50, trad. Arthur Avalon)</em></p>
<p>De acordo com o conhecimento humano o mundo parece ser tanto puro como impuro, mas quando Brahma-jñana (conhecimento divino) foi adquirido não há distinção entre puro e impuro. Para aquele que sabe que Brahman está em todas as coisas e é eterno, o que existe que possa ser impuro?<em> (Mahanirvana Tantra)</em></p>
<p>&#8220;A Verdade é a aparência do Supremo Brahman; A Verdade é a mais excelente de todas as austeridades (Tapas); cada ato é enraizado na Verdade. Do que a verdade, não há nada mais excelente. Portanto, foi dito por Mim que quando a idade do pecado de Kali for dominante, as maneiras de Kaula devem ser praticadas verdadeiramente e sem encobrimento.&#8221; <em>(Mahanirvanatantra IV, 77-78, trad. A. Avalon)</em></p>
<p><span style="font-size:medium;">Nirvana Tantra<br />
</span><br />
&#8220;Brahma, Vishnu, Maheshvara [Shiva] e outros deuses nascem do corpo de Kalika, sem começo e eterna, e no tempo da dissolução, eles voltam a desaparecer Nela. Ó Devi, por esta razão, enquanto o ser vivente não conhece a suprema verdade em relação a Ela&#8230;seu desejo por liberação só pode dar origem a zombaria. Apenas de uma parte de Kalika, a Shakti primordial, surge Brahma, apenas de uma parte, surge Vishnu e a apenas de uma parte surge Shiva. Ó Deusa de formosos olhos, assim como rios e lagos não são capazes de atravessar um vasto mar, Brahma e outros deuses perdem sua existência separada quando entram no intransponível e infinito Ser da Grande Kalî. Comparada ao vasto mar do Ser de Kalî, a existência de Brahma e dos outros deuses nada é senão um pouco de água contida em um buraco feito pela pata de uma vaca. Assim como é impossível um buraco feito pela pata de uma vaca dar uma uma noção das insondáveis profundezas do mar, também é impossível que Brahma e os outros deuses tenham algum conhecimento da natureza de Kalî.&#8221;</p>
<p><span style="font-size:medium;">Bhairava Yamala<br />
</span><br />
&#8220;Ela é a própria luz e transcendente. Emanando de Seu corpo estão milhares de raios, dois mil, cem mil, dez milhões, cem milhões; não é possível contar seus grandes números. É por Ela e através Dela que todas as coisas móveis e imóveis brilham. É pela luz desta Devî (Deusa) que todas as coisas se tornam manifestas.&#8221;<br />
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<p>Fonte: <a href="http://www.geocities.com/livrosagrados/agamas.htm" target="_blank">http://www.geocities.com/livrosagrados/agamas.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=35&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tantra, uma introdução completa</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 14:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[Tantra Tantra (Sânscrito: तन्त्र; &#8220;trama&#8221; significa entrelaçamento ou continuidade), o tantrismo é uma filosofia religiosa que adora Shakti como a suprema divindade, e o universo é considerado uma trama divina entre Shakti e Shiva. O termo Tantra também se aplica aos textos relacionados com a adoração a Shakti. O Tantra lida principalmente com práticas espirituais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=32&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight:bold;color:#990000;">Tantra</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
Tantra (Sânscrito: तन्त्र; &#8220;trama&#8221; significa entrelaçamento ou continuidade), o tantrismo é uma filosofia religiosa que adora <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakti">Shakti</a> como  a suprema <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deity">divindade</a>, e o universo é considerado uma trama divina entre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakti">Shakti</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shiva">Shiva</a>. O termo Tantra também se aplica aos textos relacionados com a adoração a Shakti. O Tantra lida principalmente com práticas espirituais e formas rituais de culto que visam a libertação da ignorância, do sofrimento (sansara) e a identificação com a suprema consciência.<br />
O movimento Tântrico tem influenciado muitas tradições religiosas: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hindu">hindu</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/B%C3%B6n">Bön</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Buddhist">budista</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jain">Jainista</a> e se difundiu, em suas diversas formas pelo Sul da Ásia, China, Japão, Tibet, Coréia, Camboja, Birmânia, Indonésia e Mongólia.</p>
<p><a href="http://www.religion.ucsb.edu/faculty/white.html">David Gordon White</a>, teve o cuidado de evitar uma definição rigorosa do tantra, mas oferece a seguinte descrição: Tantra é um conjunto de crenças e práticas cujo fundamento é o princípio de que o universo em que vivemos não é senão a manifestação concreta do aspecto energético da Suprema Consciência que cria e sustenta o universo. Procura apropriar-se e ritualmente canalizar essa energia, no interior do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Macrocosm_and_microcosm">microcosmo</a> humano, em processo libertário.</p>
<p>Segundo o Lama Tibetano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thubten_Yeshe">Yeshe Thubten</a>: &#8230; cada um de nós é a união de todas as energias universais. Tudo o que precisamos para obter a realização está disponível dentro de nós e emerge no momento preciso, simplesmente trata-se da espontânea percepção da unidade. Esta é a abordagem Tântrica.</p>
<p><span style="color:#990000;">Visão geral</span><br />
Há um grande número definições de Tantra formuladas em diferentes escolas, mas, nem sempre necessariamente consistentes. <a href="http://www.humnet.ucla.edu/humnet/arthist/cv/brown.htm">Robert Brown</a> observa que o termo tantrismo é uma construção feita por intelectuais ocidentais e que não é um conceito que vem de dentro do sistema religioso Hindu propriamente dito; ainda, desenvolve concepções opostas à tradição védica. Isto o torna potencialmente suspeito como ponto de vista independente.</p>
<p>Ao invés de um único sistema coerente, o Tantra é um acúmulo de práticas e ideias que tem entre suas características a utilização do ritual, o uso do &#8220;sensível&#8221; para acessar o &#8220;transcendente&#8221; e a identificação do microcosmo com o macrocosmo. O praticante tântrico pretende utilizar o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prana">prana</a> (poder divino) que circula através do universo (incluindo nosso do próprio corpo) para atingir determinadas metas. Esses objetivos podem ser de natureza espiritual ou profana.</p>
<p>Um praticante do tantra considera a orientação de um guru necessária para a experiência mística, levando em consideração que, em parte, o tantrismo é transmitido através de uma linguagem secreta ou linguagem intencional (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Twilight_Language"><em>sandh<span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">ā</span>-bh<span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">āş</span></em><span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">ā</span></a>) com duplo sentido na qual um estado de consciência é expresso por um termo erótico e o vocabulário filosófico está eivado de significações sexuais.</p>
<p>&#8220;&#8230;Enigmas e adivinhações rituais foram utilizadas desde os tempos védicos e, à sua maneira, revelam os segredos do universo. No tantrismo estamos em presença de um sistema cifrado. solidamente elaborado, e que não chega a explicar a incomunicabilidade das experiências yóguico-tântricas; para expressar este tipo de experiências, há muito tempo usavam-se símbolos, mantra, letras místicas. A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Twilight_Language"><em>sandh<span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">ā</span>-bh<span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">āş</span></em><span style="font-family:'Times New Roman';font-size:100%;">ā</span></a> persegue outro fim: ocultar a doutrina aos não iniciados e, principalmente, projetar o yogin na &#8220;situação paradoxal&#8221; indispensável ao seu treinamento espiritual. Dada a polivalência semântica das palavras, o equívoco acaba de substituir o sistema comum de referência, inerente a toda linguagem usual. Essa destruição da linguagem contribui, também, para &#8220;quebrar&#8221; o universo profano e substituí-lo por um universo de níveis conversíveis e integráveis. O simbolismo, em geral, possibilita uma permeabilidade universal, abrindo aos seres os significados de uma realidade transobjetiva. No tantrismo, porém, a &#8220;linguagem intencional&#8221; torna-se um exercício espiritual, faz parte integrante da sadhana&#8230;&#8221;. Mircea Eliade &#8211; Le Yoga, Immortalité et Liberté.</p>
<p>No processo de trabalho com a energia (shakti), o praticante tântrico dispõe de várias ferramentas. Estas incluem o ioga, processo que levará o praticante &#8220;à união&#8221; com a suprema consciência. Igualmente importantes são o uso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mental_image">visualizações</a> da divindade e a verbalização ou Sua <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Evocation">evocação</a> através de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mantra">mantras</a>, que podem ser entendidas como ver, ouvir internamente e cantar enfaticamente o poder divino &#8211; levando a uma crescente tomada de consciência da vibração cósmica através da constante prática. A identificação e a internalização do divino é alcançada, muitas vezes, através da perfeita empatia com a divindade: o aspirante &#8220;torna-se&#8221; o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ishta-deva">Ishta-Deva</a> ou a <a href="http://www.wcc-coe.org/wcc/what/interreligious/cd37-08.html">divindade escolhida para meditação</a>.</p>
<p><span style="color:#990000;">Tradição Hindu</span><br />
A tradição tântrica pode ser considerada paralela ou entrelaçada à tradição <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vedas">védica</a>. As fontes primárias dos textos tântricos são os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agamas">agamas</a> que são, em geral, compostos de quatro partes: conhecimento metafísico (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jnana">jnana</a>), meditação (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoga">yoga</a>), rituais (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kriya">kriya</a>), e prescrições éticas e religiosas (<a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Charya&amp;action=edit&amp;redlink=1">charya</a>). As escolas e as diversas linhagens associam-se a determinadas formas da tradição tântrica.</p>
<p><a href="http://books.google.com.br/books?id=c0CKtlCQN0MC&amp;dq=Andr%C3%A9+Padoux&amp;printsec=frontcover&amp;source=bl&amp;ots=QTH-6CLsWn&amp;sig=Q1nAJhUFMUhl4vFM-mpwf-B-_mo&amp;hl=pt-BR&amp;ei=bBiZSaXcJZj-NNqF5ZIM&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;resnum=3&amp;ct=result#PPP1,M1">André Padoux</a> observa que na Índia, o tantrismo foi rejeitado pela ortodoxia védica. Maurice Winernitz, em sua revisão da literatura do Tantra, assinala que, embora os textos tântricos indianos não sejam formalmente hostis aos Vedas, eles sugerem que os preceitos dos Vedas são muito difíceis para a nossa era, e que, por esse motivo, um culto mais simples e mais fácil da doutrina foram formulados então.</p>
<p>N.N. Bhattacharyya lembra que os mais recentes autores tântricos baseiam-se em doutrinas védicas, embora os seguidores ortodoxos da tradição védica, invariavelmente, referem-se ao Tantra com espírito de repulsa, acentuando seu carácter anti-védico. Em contraste, o contemporâneo autor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nikhilananda">Swami Nikhilananda</a> descreveu não só a estreita afinidade com os Vedas, mas também que o desenvolvimento do pensamento tântrico mostra a influência dos Upanishads, dos Puranas e do Yoga.</p>
<p>Os Tantras existem em forma Shaiva, Vaisnava, Ganapatya, e Shakta, entre outras. Em cada tradição tântrica os textos são classificados como Shaiva Āgamas, Vaishnava Pāñcarātra Saṃhitās, e Shakta Tantras, mas não existe uma linha demarcatória clara entre essas obras, e em sentido prático o termo Tantra é usado geralmente para esta classe de obras.</p>
<p><span style="color:#990000;">Evolução e involução</span> <span style="color:#990000;">(metafísica / ontologia)</span><br />
De acordo com o tantra, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Satchitananda">Satchidananda</a>: consciência (transcendental), ser (realidade) e bem-aventurança (felicidade) tem o poder de auto-evolução e, também, de auto-involução. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prakrit">Prakriti</a> (substrato material) ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakti">Shakti</a>, evolui para uma multiplicidade de formas e coisas, mas, ao mesmo tempo, permanece sempre como consciência pura, ser e bem-aventurança. Neste processo de evolução, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maya_%28illusion%29">Maya</a> mascara a Realidade e a separa em pares de opostos, como consciente e inconsciente, prazer e dor, e assim por diante. Mesmo não se apresentando como ilusão, cria condições limitadoras ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jiva">jiva</a> individual.</p>
<p>Na dimensão relativa, Shiva e Shakti são percebidos como distintos. Segundo o Tantra mesmo no estado de evolução, a realidade (matéria) se mantém como consciência pura, ser e bem-aventurança. Na verdade, o Tantra afirma que tanto os processos sensoriais como o Jiva individual são por si próprios Reais. Assim o Tantra se distingue do puro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dvaita">dualismo</a> e do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Advaita">não-dualismo</a> do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vedanta">Vedanta</a> ao introduzir a polaridade shiva-Shakti.</p>
<p>No entanto, a evolução ou a &#8220;corrente emergente&#8221; é apenas metade do funcionamento de Maya. Involução (corrente de retorno) conduz Jiva de volta à fonte ou raiz da realidade, revelando o infinito. O Tantra desenvolve um método para transformar o &#8216;processo evolutivo&#8217; em &#8216;processo involutivo&#8217;, transformando os grilhões criados por Maya em forças que &#8216;libertam&#8217; ou &#8216;liberam&#8217;. Esta visão enfatiza duas máximas do Tantra: &#8220;É preciso subir pela via por onde se cai&#8221; e &#8220;o veneno que mata torna-se o elixir da vida, quando utilizados pelo sábio.&#8221;</p>
<p><span style="color:#990000;">O método</span><br />
O objetivo do tantrismo é sublimar, mais do que negar a realidade relativa. Este processo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sublimation_%28psychology%29">sublimação</a> consiste em três fases: purificação, elevação (despertar e ascensão de Kundalini), e a &#8220;reafirmação da identidade no plano da consciência pura.&#8221; Os métodos utilizados pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dakshina">Dakshina Marga</a> (caminho da mão direita) se opõem aos métodos utilizados no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kaula">Kaula Marga</a> (caminho da esquerda).</p>
<p><span style="color:#990000;">Práticas rituais</span><br />
Devido ao vasto leque de escolas abrangidas pelo termo tantra, torna-se difícil e desafiador descrever, de modo geral, as práticas tântricas. Arthur Avalon (1918) forneceu clara distinção entre &#8220;Ritual ordinário&#8221; e &#8221; Ritual secreto&#8221;.</p>
<p>Ritual ordinário (<a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/sas/sas26.htm">Shakta Sadhana</a>)<br />
O ritual ordinário ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Puja">puja</a> pode incluir qualquer dos seguintes elementos: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mantra">Mantra</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yantra">Yantra</a>. Como em outras tradições hindus e do yoga budista, mantra e yantra desempenham um papel importante no Tantra. Os mantras e yantras são instrumentos para invocar divindades hindus específicas, tais como Shiva e Kali. Desse modo, o puja pode envolver a utilização, como objeto de concentração, de um yantra ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mandala">mandala </a>associado a uma divindade específica.</p>
<p>Identificação com a divindade<br />
O Tantra, em seu desenvolvimento está associado ao antigo pensamento védico, assimilando, então, as divindades védicas, especialmente Shiva e Shakti, juntamente com a filosofia advaita vedanta em que cada um representa um aspecto do supremo Paramashiva ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brahman">Brahman</a>. Essas divindades podem ser adoradas externamente com flores, incenso, e outras ofertas, como cantar e dançar, mas (internamente), mais importantes, são as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meditation">meditações</a> ligadas aos atributos do Ishta Devata. Os praticantes visualizam-se como a divindade ou experimentam o darshan (visão) da divindade.</p>
<p>Ritual Secreto (<a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/sas/sas27.htm">Pañcatattva</a>)<br />
Arthur Avalon no capítulo 27 -The <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Panchatattva">Pañcatattva</a> (The Secret Ritual) da sua obra Sakti e Sakta (1918), afirma que o Ritual Secreto (que ele chama Panchatattva, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chakrapuja">Chakrapuja</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Panchamakara">Panchamakara</a>) é um culto que geralmente ocorre em um Cakra (círculo) composto por homens e mulheres &#8230; sentados em roda, a Shakti [a praticante feminina] fica à esquerda do Sadhaka [praticante masculino]. Por isso, é chamado Cakrapuja. &#8230; Existem vários tipos de Cakra &#8211; produzindo diversos efeitos em seus participantes.<br />
Neste capítulo, Avalon também fornece uma série de variações e substituições para os &#8220;elementos&#8221; ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tattva">tattva</a> do Panchatattva (Panchamakara) codificados nos Tantras e em diversas tradições tântricas e afirma que existe uma correlação direta com os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Panchamrita">Cinco Néctares</a> e os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mah%C4%81bh%C5%ABta">Mahābhūta</a>.</p>
<p><span style="color:#990000;">Visão Ocidental</span><br />
O primeiro estudioso ocidental a empreender o estudo do Tantra com isenção e rigor metodológico foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Woodroffe">Sir John Woodroffe</a> (1865-1936), que escreveu sobre Tantra sob o pseudônimo Arthur Avalon. Ele é considerado &#8220;o fundador dos estudos tântricos&#8221;. Ao contrário dos intelectuais precedentes, Woodroffe foi um apologista de Tantra. Defendeu o Tantra contra os seus detratores apresentando-o como um sistema ético-filosófico compatível com os Vedas e o Vedanta. Como estudioso e praticante do Tantra da tradição Shiva-Shakta, Woodroffe compreendeu a integridade do sistema tântrico transmitindo-o com objetividade escolástica.</p>
<p><span style="color:#990000;">Desenvolvimento moderno</span><br />
Após Sir John Woodroffe, um grande número de estudiosos começaram a investigar profundamente os ensinamentos tântricos. Entre estes incluem-se vários estudiosos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Comparative_religion">religião comparada</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Indology">Indologia</a> tais como: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agehananda_Bharati">Agehananda Bharati</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mircea_Eliade">Mircea Eliade</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Julius_Evola">Julius Evola</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Jung">Carl Jung</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Tucci">Giuseppe Tucc</a>i e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Zimmer">Heinrich Zimmer</a>.</p>
<p>De acordo com <a href="http://people.cohums.ohio-state.edu/urban41/">Hugh Urban</a>, Zimmer, Evola e Eliade conceberam o Tantra como &#8220;o ponto de convergência de todo pensamento indiano: a mais radical forma de espiritualidade com coração da arcaica Índia aborígine&#8221;, é considerado, por alguns, o ideal de religião da era moderna. Todos os três perceberam o Tantra como &#8220;o mais transgressivo e violento caminho para o sagrado.&#8221;</p>
<p><span style="color:#990000;">No mundo atual</span><br />
Acrescentam-se a estas primeiras apresentações do Tantra outros autores mais populares como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell">Joseph Campbell</a> que ajudaram a trazer o Tantra para o imaginário popular do ocidente. O Tantra passou a ser visto como um &#8220;culto do êxtase&#8221;, combinando sexualidade com espiritualidade, ou como forma de ação catártica da repressão sexual.<br />
Com a popularização do tantra no Ocidente ocorreram grandes desvios: para muitos praticantes modernos, o &#8220;Tantra&#8221; tornou-se sinônimo de &#8220;sexo espiritual&#8221; ou &#8220;sexualidade sagrada&#8221;, a crença de que o sexo em si deveria ser reconhecido como um ato sagrado que é capaz de elevar os seus participantes para um plano espiritual mais sublime. Embora o pop-tantra empreste muitos conceitos e a terminologia do Tantra Indiano omite algumas das seguintes características: a tradicional dependência do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Parampara">guruparampara</a> (a orientação de um guru), a intensa prática meditativa, e as normas tradicionais de conduta &#8211; tanto morais como ritualísticas.</p>
<p>De acordo com o autor e crítico sobre religião e política, <a href="http://people.cohums.ohio-state.edu/urban41/">Hugh Urban</a>:<br />
Desde o tempo de Agehananda Bharati, a maioria dos estudiosos ocidentais criticaram severamente estas novas formas de pop Tantra. O &#8220;<a href="http://www.religioustolerance.org/tantricsex.htm">Califórnia Tantra</a>&#8221; expressão cunhada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georg_Feuerstein">Georg Feuerstein</a> é baseado em uma profunda incompreensão dos procedimentos tântricos. Seu principal erro é confundir êxtase tântrico &#8230; com orgasmo ordinário.<br />
Fontes &#8211; <span lang="EN-US"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tantra">Tantra: wikipedia</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mircea_Eliade">Mircea Eliade: wikipedia</a></span><span lang="EN-US"></p>
<p><span style="font-weight:bold;color:#990000;">Links</span><a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/maha/index.htm"><br />
Mahanirvana tantra: Arthur Avalon </a><br />
<a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/sas/index.htm">Shakti and Shakta: Arthur Avalon</a><br />
<a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/htg/index.htm">Hymns to the Goddess: Arthur Avalon</a><br />
<a href="http://www.bhagavadgitausa.com.cnchost.com/kularnava_tantra.htm">Kularnava Tantra: Arthur Avalon</a><br />
<a href="http://www.sacred-texts.com/tantra/htk/index.htm">Hymn to Kali: Arthur Avalon</a><br />
<a href="http://www.sacred-texts.com/hin/kmu/index.htm">Kundalini, The Mother of the Universe: Rishi Singh Gherwal</a><br />
<a href="http://www.realization.org/page/namedoc0/scn/scn_i.htm">Sat Chakra Nirupana: Purnananda Swami</a><br />
<a href="http://www.spiritandflesh.com/main_onlinebooks_Tantra.htm">Tantra: Shakti and Shakta from spiritandflesh.net</a><br />
<a href="http://asiatica.org/ijts/">International Journal of Tantric studies </a><br />
<a href="http://www.alchemywebsite.com/tamil_si.html">An Introduction to the Tamil Siddhas: Layne Little</a><br />
<a href="http://www.dmoz.org/Society/Religion_and_Spirituality/Tantra//">Sriyantra &#8211; Sacred art and geometry of Tantra.</a><br />
<a href="http://www.shivashakti.com/index.html">Shiva Shakti Mandalam</a><br />
<a href="http://www.powerset.com/explore/semhtml/The_36_tattvas?query=The+36+tattvas">The 36 tattvas</a><br />
<a href="http://www.mahavidya.ca/?page_id=91">Mahavidya / Tantra</a></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span lang="EN-US">Fonte:</span><a href="http://mokshadharma.blogspot.com" target="_blank"> http://mokshadharma.blogspot.com</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tantrico.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tantrico.wordpress.com/32/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=32&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Samadhi e Diksha &#8211; Bhava</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 12:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chakras e Kundalini]]></category>
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		<description><![CDATA[Samadhi e Diksha Pontos de Palestras sobre Tantra &#8211; Samadhi, Gozo e Êxtase Proferidas pelo Mestre Bhava em vários lugares pelo país. Parte I (Introdução) A palavra Samadhi é um termo sânscrito que significa êxtase, êxtase sem ideação alguma, um estado de equilíbrio entre a identidade do Ser individual com o Ser total, em que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=27&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<h3 class="post-title entry-title">Samadhi e Diksha</h3>
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<div class="post-body entry-content">Pontos de Palestras sobre <span style="font-weight:bold;"><br />
Tantra &#8211; Samadhi, Gozo e Êxtase</span> Proferidas pelo Mestre Bhava em vários lugares pelo país.</div>
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<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><span style="font-weight:bold;font-family:georgia;font-size:100%;">Parte  I </span><span style="font-family:georgia;font-size:100%;"><span style="font-weight:bold;">(Introdução)</span></span></span></div>
<div style="text-align:justify;">A palavra Samadhi é um termo sânscrito que significa êxtase, êxtase sem ideação alguma, um estado de equilíbrio entre a identidade do Ser individual com o Ser total, em que todas as conceituações desaparecem. Este ser total é Brahma para os religiosos hindus e é o Real para os filósofos. 1, 1.1</p>
<p>Como todos nós estamos sendo este Real e não sendo, fazemos dois movimentos, um Tan e um Tra, estendemos-nos ao Real e voltamos para nossa identidade pessoal. Fica claro que o Samadhi não é este êxtase de ser o Real e depois ser o pessoal, o Samadhi é um êxtase definitivo, objetivo do Tantra. Portanto ao cabo da jornada o adepto da meditação tantrica atinge este estado de absoluta similaridade com o todo. 2, 2.2</p>
<p>Não existindo mais os sintomas e por outro lado não existindo mais os fetiches. Então o registro do Real e do Simbólico são idênticos, mas o sujeito não faz a psicose, pois não se apóia no outro para existir. 3, 3.1,3.2</p>
<p>Assim o método tantrico de kundaliní não vê a realização como algo separado do mundo e da vida, mas como um reconhecimento. Esta realização não está apoiada em outras dimensões ou possibilidades. Os métodos cognitivos também podem levar a este estado, mas deixam de fora o corpo e da mesma forma os métodos físicos, que deixam de fora o intelecto. Os dois geram desordens físicas ou psicológicas. O método tantrico é completo, pois faz no corpo e na mente. O método de obter o Samadhi pelo uso de Kundaliní é completo, ou seja, o gozo (bhukti) e a libertação (mukti) são a mesma coisa, no corpo e na mente. 4, 4.1</p>
<p>Com base nisto até as mais vis necessidades físicas são necessidades espirituais. Logo não existe uma hierarquia de atos ou ações mais puras ou impuras. Havendo, o indivíduo está “impuro psicologicamente” e todo ato de cura, de terapia ou de purificação visa integrar corpo e mente, como uma coisa só. 5</p>
<p>Quando o homem deseja, seu corpo deseja, sua mente deseja, ele todo deseja. O sintoma é um gozo na tentativa de gozar uma particularidade, pessoalidade, ser por aquilo que foi antes, agora através de um outro objeto. Ser o gozo da mãe. Por este motivo o entendimento do Tantra faz do desejo como sendo um desejo da mãe. O corpo é Shakti, desejo de gozo. 6</p>
<p>Somente a escola psicanalítica Lacaniana com o Estádio do Espelho, chegou ao nível de entendimento que o Tantra hindu. A criança é cuidada pela mãe, ela ainda não se assujeitou, ela é a mãe e seu gozo é o gozo da mãe, no estádio do espelho a criança se metaforiza como uma pessoa. Pela intervenção do pai, do Nome do pai. 7</p>
<p>O recalque do corte pelo Nome do Pai gera o sintoma, que é o gozo de algo recortado do Real, simbolizado, para fazer a função de objeto. Então a famosa frase: “lá onde isso era o sujeito pode advir”. Mas este gozo não é mais o gozo da mãe. 8</p>
<p>Como o Tantra surgiu no século IX e desapareceu no século XIV, o que sabemos deste desenvolvimento é sua práxis como Kundaliní Yoga. 9</p>
<p>Ora, por este viés, o sujeito “desperta” esta força de gozo como ela era em sua acepção primitiva e a leva adiante na sua personalidade atual, gerando as adaptações do corpo e da mente conforme ele era antes de ser castrado. O despertar é feito pelo mantra kurka , e passa-se a fazer a subida desta força antes enroscada, agora livre, deste gozo pelo corpo. Como este corpo e sua personalidade estão condicionados sofrem um revirão físico e psíquico. Por isto lhes disse que Samadhi é um êxtase sem ideação alguma, um estado de equilíbrio entre a identidade do Ser individual com o Ser total, em que todas as conceituações desaparecem. 10</p>
<p>O Diksha tantrico então tem duas fases, a iniciação no processo do Samadhi e depois a nomeação do sujeito do Samadhi. 11</p>
<p>É dito em muitos Tantras que o sujeito não pode fazer esta operação sem ter antes dominado suas paixões, isto significa exatamente: sem ter compreendido o que é o seu gozo e sintoma. Este processo de entendimento é que é muito próximo da clínica lacaniana e da didática analítica. Então a estratégia do Tantra é a de tomar o gozo como manifestação da mãe. Daí as variações matriarcais. 12</p></div>
<div style="text-align:justify;">
<p><strong><span style="color:#ff9900;"> Parte II (Básico)</span></strong></p>
<p>Sahasrara, significando mil, é o &#8220;Lótus de Mil Pétalas&#8221; localizado quatro dedos acima da corôa da cabeça.</p>
<p>Também chamado de Brahma-Randhra, é o encontro de Shiva e Shakti KundalinÍ. A Imortalidade é alcançada no Sahasrara Chakra. Antes de atingir a este chakra o Yogi é incapaz  do  <em>asama-prajnata-samadhi</em> .</p>
<p>Para atingir o estado consciente-inconsciente chamado <em>Asama-prajnata-samadhi</em> (  <a href="http://www.indianetzone.com/19/asamprajnata_samadhi.htm">http://www.indianetzone.com/19/asamprajnata_samadhi.htm </a>) é necessário receber o Diksha de um Guru competente.</p>
<p><em> </em></p>
<p>Neste estado, não há atividade da mente, nenhum conhecimento, não há nada a ser conhecido:  É Conhecimento Puro; Sapientíssimo; tornar-se conhecido em todo; unificado e liberado.</p>
<p>Quando a Kundalini é levantada até Sahasrara chakra, a ilusão de autonomia individual é dissolvida. O Yogi fica concretizado, uno com o  princípio cósmico que governa o universo inteiro dentro do corpo, Samadhi é o puro êxtase de total inatividade.</p>
<p>Até o sexto chakra o Yogi pode entrar em um transe em uma actividade, ou ainda permanecer dentro da consciência. Em  Sahasrara Chakra o Prana se move para cima e atinge o ponto mais alto. A mente, estabelece-se no  Shunya Mandala de puro vazio, o espaço entre os hemisférios.</p>
<p>Neste momento todos os sentimentos, emoções e desejos, que são as atividades da psique, são dissolvidos em sua principal causa. A união é alcançada.  O Sat é Chit Ananda, a verdade, ser-êxtase.</p>
<p>Ele é o seu verdadeiro eu, e enquanto ele permanece no seu corpo físico, que ele mantém na consciência não dual, fica desfrutando do jogo do gozo sem se perturbar por prazer e dor, honras e humilhações.</p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Parte III (Avançado)</strong></span></p>
<p>Samadhi, método e conhecimento</p>
<p>“Yoga é samadhi&#8221; e “sem Kundaliní não há samadhi” estas duas declarações, por si só chamam a atenção para a extrema importância do Samadhi dentro da prática do Tantra e do Yoga. Por uma questão prática, os respectivos significados de Tantra, Yoga e Samadhi estão muito próximos. Aliás, o significado literal do Tantra é uma integração entre duas coisas, Tan e Tra; de Yoga é aderir , união, ou de ligação de duas coisas. Do mesmo modo, Samadhi significa &#8220;colocar junto&#8221;, &#8220;integração&#8221; ou &#8220;conclusão&#8221;.</p>
<p>Os objetos que são utilizados para a finalidade da meditação são diferentes de acordo com a finalidade e a capacidade do praticante. Os objetos podem ir mais popularmente de um som ou Shabda, à luz interior, a vários pontos do corpo sutil, como Ajna (Terceiro olho) ou Nabhi chakra (círculo do umbigo).</p>
<p>O processo do Tantra sugere três modos de meditação ou Dhyana. São nomeadamente Sthula (sólido), Jyoti(luz, luminoso) e Sukshma(sutil-sonoro) dhyana. Sthula Dhyana é denominada como tal, pois é uma imaginação de um objeto que é percebido como real. O procedimento envolve a utilização criativa de uma visualização antes de colocá-lo na mente. Pode ser uma imagem de uma pessoa ou algum outro objeto, como um lótus, centro ou chakra no corpo, imagens etc<br />
Jyoti ou Tejas-dhyana é uma contemplação do «interior», da luz interna. Esta luz ou chama pode ser contemplada no Muladhara Chakra, ou como a expressão luminosa da sílaba OM, na testa entre as sobrancelhas no centro (Ajna-Chakra). O terceiro método é Sukshma-Dhyana, que é a meditação de Kundaliní, é desperta pelo som, e com força ela sobe ao longo do caminho real e se funde com o verdadeiro Si mesmo. O Yogi alcança sucesso, SIDDHI, no Sukshma Dhyana por meio do Sambhavi-mudra. Sambhavi-mudra é descrito como o fixar com atenção no interior dos olhos “e ver” aí um ponto cômodo.</p>
<p>Estes três tipos de Dhyana podem ser vistos como progressivamente os mais sutis graus de meditação de primeiro grau (Shtula), segundo grau (Jyoti) e terceiro grau (Sukshma), respectivamente. Primeiro uma imagem com uma forma clara é meditada, em seguida, o objeto é simplesmente luz, sem nenhum tipo de fronteiras, e finalmente se torna uma verdadeira forma absorvidos na natureza do Si mesmo, como som.</p>
<p>Todas as formas de sucessão destas meditações exigem cada vez uma maior concentração. E cada sucessão fornece resultados mais potentes no que diz respeito ao estado de uma auto-identidade e na percepção da realidade. Um dos mais refinados e poderosos exemplos é o da Nadaanusandhanam (meditando sobre sons interiores) Esta mediação conduz a diferentes graus de Samadhis. A primeira distinção a ser feita no que toca aos diferentes graus de samadhi é entre Samprajnata-Samadhi e Asamprajnata Samadhi. A distinção é feita pelo sábio Vyasa em seu comentário como meio cognitivo e como meio super cognitivo, estados de auto-identidade, respectivamente.</p>
<p>O Samprajnata Samadhi envolve reconhecer um objeto, conhecendo profundamente a sua natureza e, em seguida, tornando-se um com ele. Em outros termos é um conhecimento Integral, o conhecimento do objeto. Asamprajnata se refere a um estado em que todos os objetivos e cognição são transcendidos, e identificou-se como o próprio objeto supremo, si mesmo.</p>
<p>Desta forma, uma iniciação, Diksha, pode ser dada como um meio do adepto meditar (1° Grau), até o samadhi (3° Grau) quando o iniciador passa para o adepto o seu Diksha mantra, em uma meditação de terceiro grau ou Sukshma. Nesta categoria há o Asamprajnata Samadhi quando Kundaliní chega ao Sahasrara Chakra, no topo da cabeça.</p>
<p>Basicamente, Asamprajnata-samadhi como uma disciplina re-cognitiva, é destinada a superar todos os entraves na realização. Neste Samadhi, não há a realização de qualquer extrato de subjetividade, mas como a verdadeira e própria fonte de consciência. Este si mesmo é muitas vezes referido como Atma, ou Purusha. O estado em que esta realização é feita é conhecido como Asamprajnata-Samadhi. Também pode ser chamado como o Nirbija-Samadhi, Nirbija significa Sem sementes, no sentido literal.<br />
Bija significa “semente ou gérmen” Também pode significar a fonte ou a origem de alguma coisa. É também, ocasionalmente, utilizado como sinônimo de bindu (ponto), o que denota a essência da energia sexual como libido ainda não manifestada. Aqui, Bija como Samskara é definido como o psíquico, um fantasma de si mesmo que inclina a cabeça para perceber o mundo através de certos condicionamentos. Isto naturalmente predispõe-nos a uma identificação com manifestações da natureza, como a forma física externa de um corpo. Etc.. A forma mais refinada ou sutil é o aspecto mais elevado do intelecto, ou seja, buddhi, mas ainda é uma forma.</p>
<p>Os Vrittis são o modos de identificação da natureza, das coisas, com o si mesmo. Isso impede o si mesmo de ser verdadeiro, ser ele mesmo e puramente refletido na mente. Quando um tântrico ou um Yogi progride através das etapas de Samprajnata-Samadhi, ele reconhece os vrittis, as alterações psíquicas sistematicamente, e as que estão menos sujeitos à influência da distorção avidya (ignorância).Em cada um dos modos de identificação é semeado um Sabija, um ponto novo, um link, porque o si mesmo depende de cada objeto em particular de apoio para ter a experiência. No Samprajnata Samadhi novos objetos são colocados como meio do si mesmo ser ele mesmo através destes objetos, e no Asamprajnata Samadhi estes meios são destruídos, e não são substituídos. O objeto pode ser substituído, em qualquer manifestação, mesmo que seja grosseira ou sutil, ou nas faculdades de ego e percepção de si. Segundo a filosofia do Tantra e do Yoga, a identificação com um objeto, sutil ou refinado, ainda é uma identificação com um fantasma de si mesmo. Portanto, pode-se concluir que mesmo nas alturas da felicidade e do gozo continua a semente da ignorância de sua verdadeira natureza.</p>
<p>Para realizar e sustentar o sujeito ( Purusha) como sua verdadeira identidade, o estado de êxtase Nirbija-samadhi (samadhi sem semente) deve ser atingido repetidas vezes, através da meditação. O esforço final é a graça de ser o si mesmo como personificação. O objetivo final não é para gerar uma melhor karma ou Samskaras. A libertação consiste na dissolução e queima os que já estão presentes. Para ganhar a sua verdadeira base em si mesmo. Como esta essência é a mesmo em todos, isto o adepto precisa experimentar em seu desenvolvimento.</p>
<p>A reiterada realização do êxtase de Asamprajnata ou Nirbija-samadhi estabelece samskaras de nirodha, os gozos de libertação. Em primeiro lugar reconhece o procedimento, conhece seu fantasma e, em seguida, substitui os samskaras de identificação errada e depois os dissolve imediatamente como gozo e liberdade, Bhukti (gozo)e Mukti (liberdade).</p>
<p>Os padrões psíquicos e mentais comuns, incluindo subconsciente, forças motivadoras etc, são dissolvidos neste estado que é referida na literatura tantrica por termos como &#8220;unmani&#8221;, um ponto onde não há mais retrocesso. Essas expressões sugerem uma condição que é além da mente. No que diz respeito ao efeito do Tantra sobre a atividade mental como prática em questão, o conceito de “dissolução” é, muito mais adequado do que alternativas como a destruição, erradicação e transcendência, negação ou denegação.</p>
<p>Desde os vrittis e as suas causas que são o Samskara, os condicionamentos construtivos dos componentes da personalidade, são, portanto, essencial para a função psicofísica, eles não desaparecem, e sim são substituídos pela cognição gradual de cada êxtase por uma ligação com uma linguagem mais adequada a condição de liberto. Assim, não é apropriado rotular como &#8220;Morte&#8221; ou &#8220;morto&#8221; a parte mais elevada do estado de Samadhi. Estes são realmente purificados de todos os modos dogmáticos, e dos habituais modos de resposta automática, o caminho é apagado propositalmente para auto-controle sobre a criação e a vontade. Atingir este estado Supercognitivo repetidamente é em si uma forma de Tantra e de yoga, a derradeira a alcançar um estado permanente Kaivalya.</p>
<p>Desta forma a libertação, Kaivalya, é um fenômeno, não é um processo de substituição de sua matriz de linguagem, agora a linguagem segue o processo e não ao contrário.</p>
<p>Para quem não passa pela experiência, mas a imagina, pode parecer um não ser, e é para quem tenta fazê-lo por cognição, mas para quem sofre a experiência ela é um não ser que resolve, lá na origem, todas as questões, e é desta forma que os sintomas desaparecem e não se fetichizam, não precisam mais vir a tona como novos substitutos para o Ser.</p>
<p><strong>Mestre Bhava</strong>:<a href="http://mestrebhava-tantra.blogspot.com" target="_blank"> http://mestrebhava-tantra.blogspot.com</a></div>
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		<title>O Tantrismo nos Escritos de Kenneth Grant</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 21:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neotantra]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tantrismo nos Escritos de Kenneth Grant © Arjuna Anandanatha, 2005 © 2008 – Tradução de Fernando Liguori Nota do Tradutor Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei. O PRESENTE texto fora escrito por um membro da Amookos, uma organização tântrica fundada por Shri Gurudev Mahendranath. A fim de sanar algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tantrico.wordpress.com&amp;blog=7396813&amp;post=18&amp;subd=tantrico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong> O Tantrismo nos Escritos de Kenneth Grant </strong></p>
<p>© Arjuna Anandanatha, 2005</p>
<p>© 2008 – Tradução de Fernando Liguori</p>
<p>Nota do Tradutor Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.</p>
<p>O PRESENTE texto fora escrito por um membro da Amookos, uma organização tântrica fundada por Shri Gurudev Mahendranath. A fim de sanar algumas dúvidas, o autor, como um diksha da Ordem, se propôs a esclarecer os equívocos encontrados nas obras de Kenneth Grant, Líder mundial da assim chamada O.T.O. Tifoniana.</p>
<p>Ele analisou os três primeiros livros das Trilogias Tifonianas de Kenneth Grant, sendo eles: O Renascer da Magia, publicado pela Editora Madras em 1999 no Brasil, Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto e Cultos das Sombras. Estes últimos, traduzidos por mim e colocados à disposição do grande público na internet. Estes três livros iniciais são considerados a base das idéias de onde se desenvolveu o sistema proposto por Grant em sua Loja Nova-Isis e posteriormente em sua interpretação Tifoniana da O.T.O.</p>
<p>Ele aborda temas básicos que foram mal interpretados ou mal compreendidos por Kenneth Grant, alegando sempre que a abordagem tântrica em suas obras carece de profundidade, visto que ele nunca fora realmente iniciado por um mestre tântrico.[1] A falácia sempre reivindica a resposta. Falar que a iniciação dada a ele por Crowley – um suposto mestre tântrico por natureza – por si só é o suficiente não justifica o fato. Ainda, falar que as instruções dadas a ele por David Curwen, Frater Ani Abthilal, IX° O.T.O. em seu Comentário Tântrico conhecido como Anandalahari também não justifica. O fato é que Grant interpretou o Tantra segundo o seu próprio entendimento, e não através de uma iniciação real por um mestre tântrico. Novamente, a falácia: pode ser, e isto é louvável, demonstrando a aptidão de Grant em criar algo novo a partir de algo deveras superado. Para tal, temos o exemplo de sua interpretação Tifoniana da O.T.O., o que a transformou, tirando-a da esterilidade com a qual ela se encontra como é devidamente demonstrado por outras potências da Ordem. Por outro lado, o trabalho de Grant pode ser comprometedor. A imersão em seus estudos vicia! O que não traz bons resultados visto que o pensamento de Grant acerca do Tantra realmente carece de entendimento. Isso pode levar o estudante a um labirinto de idéias perdidas.</p>
<p>Eu conheci este texto no início de 2005, época em que ele me foi enviado. Naquele tempo eu não o tive com bons olhos. Agora, três anos depois, me surpreendi com sua leitura. Por muito tempo estive imerso no pensamento de Kenneth Grant, o que me levou a um afastamento dos “princípios” thelêmicos. Assim, me senti na obrigação de traduzi-lo. Primeiro, porque Kenneth Grant é uma referência thelêmica, mas não uma referência sobre a Filosofia de Thelema. Portanto, os incautos são avisados que o estudo das obras de Kenneth Grant antes de se conhecer a Filosofia de Thelema em si, pelos escritos de Aleister Crowley, é perigoso. Muitas vezes ele distorce a Tradição proposta por Crowley. Não que isso seja errado, pois cada um deve desenvolver seu próprio pensamento, mas se queremos estudar a Filosofia de Thelema como ela é devemos ter primazia pelas obras de Crowley. Segundo, porque esta pequena e singela tradução significa minha libertação do universo grantiano. Usando a expressão de um outro iniciado, “estudei Grant até me fartar”. Entrei nos rincões de sua mente e compreendi o seu sistema, tanto na prática quanto na teoria. Fundei uma Loja chamada Loja Shaitan-Aiwass completamente devotada à prática do sistema de magick-sexual proposto por Grant. Para mim a experiência foi maravilhosa, cresci e aprendi muito. Também, errei demais. Isso, novamente, foi ótimo, pois os erros do passado me servem como lições para o futuro. Portanto, eu peço desculpas a todos aqueles que, de alguma maneira, eu possa ter causado algum tipo de desconforto. Se assim o fiz é porque me faltou entendimento.</p>
<p>SENDO A ESSÊNCIA mística de todas as tradições hindus e budistas, o tantrismo em seus muitos aspectos está muito próximo a várias escolas de mistérios tanto do Ocidente quanto do Oriente que ocupam uma posição similar no contexto de religiões comparadas. Um dos sistemas correlatos de misticismo Ocidental é Thelema.</p>
<p>Seus primórdios estão atrelados à revelação ou recebimento de O Livro da Lei que ocorreu em 1904 através de Aleister Crowley. Ele visitou a Índia e o Siri Lanka onde obteve contato com determinadas tradições tântricas locais; consequentemente, ele não demorou em assimilar a estrutura desta filosofia a sua própria experiência mágica e espiritual. Posteriormente ele declarou que entre todos os hindus os tântricos eram os mais avançados.</p>
<p>Como Thelema, o Tantra é a prática de um estilo de vida onde o ensinamento é empregado dia-a-dia. Contrário a múltiplas tradições de ascetismo doutrinário e decadente, o tantrismo delibera um evangelho de amor, elação e prazer. Seu espírito está em concordância com as palavras de Nu no primeiro capítulo do AL.</p>
<p>O Tantra formula sua premissa básica de forma muito semelhante à doutrina do AL: “O princípio fundamental é seguir sua Vontade.”[2] A metafísica tanto de Thelema quanto do Tantra também são essencialmente idênticas – a união/dualidade de Nuit e Hadit, a conseqüência que emerge do mundo, a divina natureza do ser humano, a doutrina da percepção de não-dualidade etc. O mesmo pode ser dito com relação a prática de ambos os sistemas. Como foi notado por um mestre tântrico, Thelema é o Tantra do Ocidente.</p>
<p>Seguindo Crowley, alguns de seus partidários iniciaram profundas pesquisas sobre o Tantra. Entre eles, dois são muito famosos: um inglês que assumiu o nome de Dadaji Mahendranath, fundador da Amookos, e Kenneth Grant, fundador da O.T.O. Tifoniana. São as idéias de Grant sobre o tantrismo que serão examinadas neste artigo e elas foram tiradas de sua primeira Trilogia Tifoniana: O Renascer da Magia, Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, e Cultos das Sombras.<br />
Está evidente nos escritos de Grant que seu maior interesse fora a tradição tântrica do Sri Vidya.[3] Obviamente, sua visão fora baseada na literatura traduzida para o inglês disponível naquela época: alguns sumários acadêmicos, algumas traduções entre as quais o Lalitasahasranama e o Kamakalavilasa, e alguns livros populares de Yoga. Como Kenneth Grant nunca fora iniciado em nenhuma tradição tântrica efetivamente e esteve inconsciente, para não dizer desavisado, de autenticas fontes tântricas em sânscrito, suas idéias sobre o assunto são imprecisas. Entretanto, pode ser dito de as idéias de Grant são interessantes, podendo ser úteis a pesquisas.</p>
<p>Ao se estudar seu livros, têm-se que se ter muito cuidado. Eu explico porquê. O principal problema da apreensão de Grant sobre o Tantra é seu péssimo hábito de mostrar aspectos fragmentados e desconexos sobre o tantrismo com um amontoado de idéias pessoais tiradas de suas experiências com sua eterna musa de inspiração, sua esposa, Steffi Grant. Um exemplo disso é que não existe fundamento se dizer que o Tantra esteve conectado historicamente com os cultos egípcios como declara Grant em seus livros.</p>
<p>As “provas” etimológicas dadas por ele[4] são claramente inconsistentes; não existe um fundamento real a respeito de suas idéias; não existem evidências que apontem uma sucessão ou inter-relação entre estas tradições. Historicamente, o Tantra evoluiu por volta do século III e V da religião védica e do culto de deidades femininas locais. De fato, o Tantra definitivamente é uma tradição hindu.</p>
<p>Em inúmeros trechos nas obras de Grant nós podemos encontrar citações de um desconhecido “Comentário Iniciático Kaula”. Isso é ridículo! Todos os comentários tântricos têm seu autor mencionado. Ademais, considerando a linguagem e o estilo de “citação”, elas podem ter sido escritas por algum europeu no século XX, possivelmente o próprio Grant ou alguns de seus discípulos.[5]<br />
Existem inúmeros enganos nas obras de Grant. Por exemplo, ele escreve arkashani quando o correto seria akarshini – sânscrito: ela que atrai.[6] Ainda, ele não diferencia a palavra kAla, “tempo”, “negro” de kalA, “aspecto”, “emanação”. Assim, consequentemente, faz várias suposições enganosas.[7] O nome de um hino tântrico, Karpuradi, Grant erroneamente toma como se fosse o nome da deusa Kali.[8] No mesmo lugar ele prove uma incongruente etimologia pala o bija mantra “Krim”, dizendo ser este a concentração da palavra karpura.[9]</p>
<p>Vários fragmentos citados por Grant e suas idéias sobre o Tantra não correspondem aos textos e as tradições. O pobre conhecimento que ele possui sobre o assunto o faz interpretar de maneira errônea a doutrina tântrica e a falsificar os fatos deliberadamente.</p>
<p>Uma pergunta: por que dentre todas as tradições, Grant escolheu logo o Sri Vidya? Talvez a acessibilidade a fontes traduzidas e a inacessibilidade a outras fontes. Quem sabe é por esta razão que Grant apela tanto ao tantrismo do Sri Vidya.[10]</p>
<p>É no Sri Vidya que a doutrina da “Emanação da Paixão” do Kamakala, de onde Grant pegou emprestado as idéias dos kalas como secreções sexuais, fora desenvolvida. Novamente, ele coloca a idéia completamente fora do contexto da doutrina, que não é somente a fundação, mas o coração do Sri Vidya como um todo.[11] Dado o fato de que a doutrina do Kamakala é essencialmente próxima à metafísica de Líber AL, a atitude de Grant é muito estranha. Isso demonstra seu interesse em assuntos meramente práticos e uma completa e total apatia a assuntos de verdadeira importância.<br />
A doutrina dos kalas é de longe a especialidade de Grant. Na realidade, esta é a única idéia a qual ele tomou emprestado do Tantra. E em certo grau ele entendeu esta doutrina muito bem. Por exemplo, Grant notou que as secreções sexuais da mulher não possuem aspectos meramente mágicos como compreendido no Ocidente, mas são também de importância mística e sacramental. Ao contrario de Crowley que geralmente subestimava a magnitude das mulheres,[12] Grant assumiu uma postura tântrica muito mais efetiva. Entretanto, ele não fora suficientemente sincero, infelizmente. Tendo se aproximado de aspectos secundários, Grant perdeu a essência da doutrina tântrica. Ele nunca elevou seus escritos aos níveis bem conhecidos aos Ocultistas sérios. Até mesmo os aspectos secundários por ele atrelados a seu sistema pessoal de iniciação foram desenvolvidos de uma maneira muito desajustada dentro do real contexto em que elas existiam. Por exemplo, suas especulações sobre a bissexualização do corpo humano pelo 16° kala são simplesmente ridículas.[13] Em seguida, suas especulações sobre a “ciência dos Bhairavas” são muito dúbias.[14]</p>
<p>Examinando suas teorias sobre os kalas vemos que ele chega ao extremo oposto de Crowley. Ele declara que as secreções femininas são de importância vital, o que está de acordo com a doutrina dos Tantras;[15] contudo, ele prossegue com uma declaração infundida de que as secreções masculinas, na prática, são inúteis.[16] Esta é uma direta contradição com a doutrina tântrica que difunde que o melhor elixir é uma combinação ou conjunção formada de ambas as secreções.[17]<br />
Kenneth Grant, inúmeras vezes, atesta que nos rituais do Círculo Kaula a sacerdotisa é somente levada ao estado de excitação. Em seguida, suas secreções são coletadas em uma folha de vidoeiro para depois serem utilizadas como [sacramento de] comunhão. Ele ainda adiciona que o conúbio sexual com ela é proibido. Esta prática peculiar é sem sombra de dúvida coisa da cabeça de Grant! Até onde eu sei, nenhum Tantra descreve este tipo de prática. Em inúmeros textos tântricos nós achamos prescrições a respeito do consumo oral das secreções femininas misturadas as secreções masculinas diretamente na yoni.[18] Frequentemente os Tantras declaram somente o coito vaginal. De acordo com alguns, é preferível que o homem não ejacule,[19] mas isso é somente aplicado no caso em que ele seja capaz de alcançar um real orgasmo sem o egresso de sêmen. Caso contrario, a ejaculação é necessária para que o rito possa ser efetivamente completado de forma perfeita. Tendo isto em mente, nós podemos ver que Grant está tentando falsificar os fatos empurrando suas próprias fábulas para dentro do nome Tantra.</p>
<p>Seguindo a mesma linha de fraude, Grant escreve que uma mulher que toma parte em um ritual como a Deusa sempre viva permanece virgem.[20] Ao contrário de suas interpretações, o coito sexual ocorre efetivamente nos rituais tântricos como por exemplo no Tantra-Shakta e no Sahajiya hindu, bem como no budismo Vajrayana e Sahajayana.</p>
<p>As idéias de Grant são deliberadamente distorcidas de acordo com seus próprios pontos de vista. Por exemplo, o Viparita-Maithuna de nenhuma maneira significa algo como “o tipo de congresso sexual típico de um cão”.[21] Ele ainda falsifica a idéia[22] pela razão de sua obsessão com o cão do tema “Sírius”.<br />
A palavra kumari que significa “uma virgem”,[23] ele blasfemicamente interpreta como “a mulher que não possui criança”. O caso mais engraçado das confusões e más interpretações de Grant pode ser este: sua palavra favorita, suvasini, significa meramente mulher casada,[24] e não alguma notória sacerdotisa treinada que emana algum tipo de cheiro adocicado.</p>
<p>Em seu Cultos das Sombras, Grant fatalmente faz uma declaração errada sobre os adeptos do Vamachara, alegando que eles se esforçam para alcançar a longevidade e a imortalidade física, e que esta é uma das principais metas deste caminho.[25] É muito peculiar que Grant interprete todas as doutrinas tântricas sobre um ponto de vista fisiológico. Assim, com uma seriedade desajeitada ele escreve sobre a extrema importância da prática tântrica da contração do esfíncter anal.[26] É claro que, tal prática duvidosa é quase ausente dos textos tântricos autênticos. Ou ele recebeu esta informação de segunda-mão – que provou novamente ser falsa – ou ele simplesmente inventou a idéia.</p>
<p>Finalmente, a característica mais desagradável do “tantrismo”[27] de Kenneth Grant, a partir de suas próprias e únicas perspectivas, é sua inclinação patológica para o feio e o não-natural.[28] Como na maioria dos casos, esta tendência é substanciada com uma base ideológica[29] “se adquirir liberdade” pelo horror de perfeição. A posição de Grant para com este assunto é completamente antagônica. Ela se choca com as doutrinas tântrica e thelêmica que vêem beleza em tudo como atributo do Divino.<br />
Resumindo: Kenneth Grant se aproximou do tantrismo, mas de uma forma muito superficial, pois sua ligação com a doutrina tântrica não ocorreu efetivamente. Consequentemente, sua expressão literária nos serve meramente como estudos de religião comparada, não havendo em seus escritos uma real instrução sobre a praticidade de suas idéias.[30] A aproximação de Grant para com o Tantra pode ser caracterizada por uma expressão apenas: é diletante. Embora ele reivindique ser uma autoridade no que concerne ao ocultismo profundo e ter completo conhecimento sobre os assim chamados mistérios, nós notamos uma ausência de erudição até mesmo em assuntos triviais que ele, entretanto, faz parecer serem secretos, embora possam ser estudados por qualquer um de inteligência mediana que possa pesquisar nos livros e dicionários certos. Já está claro que o Tantra em si não faz parte dos interesses de Grant, a não ser aqueles que o beneficiem.</p>
<p>As idéias propostas em seus livros partem de seu universo pessoal de “ocultismo prático”. Ele utiliza as idéias de determinadas tradições para confirmar a validade de seus escritos. Isso é interessante para ele! Sem dúvida alguma os escritos de Grant não são referência para o estudo do Tantra. Sobre tal tipo de reivindicação egóica, os peritos que “especulam” sobre a tradição dizem: tendo nenhum conhecimento das escrituras sagradas, eles proclamam sua falsa autoridade.[31]</p>
<p>Arjuna Anandanatha</p>
<p class="smller">Notas</p>
<div class="para">
<p>[1] Algum tempo atrás apareceu na internet um comentário de que Grant havia passado muitos anos na Índia trabalhando como representante do governo inglês. Ainda, outro comentário dizia que o tempo em que passou na Índia ocorrera porque ele fora enviado pelas tropas militares do governo inglês na época do domínio da Inglaterra sobre aquele país. Todas estas alegações são absurdas! Kenneth Grant jamais pisou em solo indiano. Os interessados podem contatar Michael Staley, braço-direito de Grant, para uma averiguação.</p>
<p>[2] Veja Kali-Tantra, VII, 19.</p>
<p>[3] Sri Vidya é uma das muitas escolas do Kaula-Tantra. Originalmente ela apareceu por volta do século VIII na Cachemira. No século XI esta escola já havia distribuído sua influência por toda Índia, mais enfaticamente no Sul da Índia e em Bengal. Foi no Sul da Índia que o Sri Vidya tomou sua forma final se tornando a tradição tântrica dominante, estando operante até os dias atuais. Na Índia, hoje, o Tantra opera em grupos muito fechados.</p>
<p>[4] Cultos das Sombras, pág. 63.</p>
<p>[5] N.T. O comentário tântrico referido por Arjuna Anandanatha aqui é O Comentário Anandalahari, escrito por David Curwen, um eminente membro do Soberano Santuário da Gnosis, IX° O.T.O., conhecido na Ordem como Frater Ani Abthilal. Fora este Adepto o responsável pela iniciação de Grant no Círculo Kaula. Entretanto, existem provas contundentes nos tempos atuais de que isso não ocorrera de fato.</p>
<p>[6] Cultos das Sombras, págs. 82-83; Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 179.</p>
<p>[7] É freqüente a má interpretação lingüística na obra de Grant. Veja por exemplo Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 211. Em adição, Grant basicamente identifica kula com kala, Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 213.</p>
<p>[8] Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 116. De fato, Karpuradi significa Karpura e etc. O hino é nomeado pela sua primeira palavra.</p>
<p>[9] Idem, pág. 115.</p>
<p>[10] Aparentemente, Grant parece estar desavisado, pelo que demonstra em suas obras, de outras tradições tântricas autenticas.[11] Grant se refere ao Kamakala mui brevemente. Veja Cultos das Sombras, pág. 95 e Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 212.</p></div>
<div class="para">
<p>[12] Contudo, fora Crowley quem escreveu que sem a mulher o homem não possui poder algum. Veja Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, Pág. 19.</p></div>
<div class="para">
<p>[13] Cultos das Sombras, pág. 100.</p></div>
<div class="para">
<p>[14] Idem, pág. 101-102.</p></div>
<div class="para">
<p>[15] Este é um conseqüente direcionamento da exaltada posição feminina nos Tantras e seu papel no caminho de união para com o Divino. De acordo com os ensinamentos tântricos, qualquer prática ou ritual sem a participação feminina é em-vão, e a completa e definitiva libertação final jamais é alcançada sem a companhia de uma mulher. Inúmeros textos tântricos são devotados a glorificação da utilização ritualística das secreções sexuais femininas, como por exemplo o Yoni-Tantra. As secreções são consideradas a manifestação expressiva da Deusa, o sadbhava dela.</p></div>
<div class="para">
<p>[16] Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 40.</p></div>
<div class="para">
<p>[17] Por exemplo, Kaulavali-Nirnaya, 5.36: A Deusa será servida com o néctar da yoni e do linga. O Mahakala-Samhita advoga somente o uso do sêmen quando não há a presença feminina.</p></div>
<div class="para">
<p>[18] Como uma boa ilustração, veja Shaktisangama-Tantra, Kali-Khanda, 21.53-57.</p></div>
<div class="para">
<p>[19] Tais prescrições são muito raramente encontradas nos Tantras. Contrario a visão moderna, a ejaculação é geralmente prescrita como uma parte necessária nos rituais do Círculo Kaula, o que corresponde ao purnahuti do Yoga Védico. Mas por certas razões o ponto de vista mencionado acima faz parte do tantrismo contemporâneo e é expressivamente dominante. Entre evidências textuais, eu posso citar o Kalivilasa-Tantra, 10.20 que proíbe a ejaculação no caso de coito com a esposa de outro homem.</p></div>
<div class="para">
<p>[20] O Renascer da Magia, pág. 39.</p></div>
<div class="para">
<p>[21] Cultos das Sombras, pág. 102.</p></div>
<div class="para">
<p>[22] De fato, Viparita-Maithuna se refere ao caso em que a mulher se encontra em cima do homem.[23] Somente para ilustrar: em um texto tântrico de Bengali – Pranatoshini – que descreve a adoração de uma kumari, é recomendado o coito anal – que não é comum nos Tantras – para se evitar a defloração. Obviamente, kumari é uma virgem física.</p></div>
<div class="para">
<p>[24] Isto é verdade em ambos os casos em que a palavra é utilizada, tanto nas fontes do Sri Vidya quanto nas línguas mais modernas.</p></div>
<div class="para">
<p>[25] Se contradizendo novamente, como é típico, no mesmo parágrafo ele diz que isso não é tantrismo.</p></div>
<div class="para">
<p>[26] Até mesmo o vajroli-mudra, que Grant vê como uma capacidade fisiológica, deve ser compreendido simbolicamente. Veja O Renascer da Magia, pág. 39.</p></div>
<div class="para">
<p>[27] Na ausência de textos tântricos que fundamentem suas hipóteses, Grant fabrica práticas alegando serem elas retiradas de fontes fidedignas. Veja Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 88.</p></div>
<div class="para">
<p>[28] Inúmeras ilustrações nos livros de Grant comprovam o fato. Elas são singelas representações de mundos qliphóticos.</p></div>
<div class="para">
<p>[29] Grant cita Austin Osman Spare como referência a necessidade de perversão (Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto, pág. 89). Sua íntima ligação com as idéias de Spare e sua arte degradada confirma sua obliqua obsessão não vencida com as forças qliphóticas.</p></div>
<div class="para">
<p>[30] N.T. Fazia parte do plano de Graus da Pirâmide de Poder da Loja Nova-Isis O.T.O. um extenso currículo de religiões comparadas. Este era o primeiro requisito necessário para a evolução nos Graus acima do I°. Recentemente, apareceu na internet um comentário de um suposto membro da ATAT de que as idéias de Grant são provindas de experiências místicas elevadas. Por esta razão, seu pensamente nos parece tão obscuro. Pode ser, entretanto, não podemos descartar a hipótese de que Grant deliberadamente distorceu os fatos de sua carreira iniciática e os eventos que a acompanharam para fins que beneficiassem somente a ele. Ainda na internet apareceu um comentário – de fontes escusas – alegando que Kenneth Grant é um Ipssissimus da ATAT. Tal declaração é simplesmente prepotente, como sua fonte.</p></div>
<div class="para">
[31] Shatsahasra-Samhita, 3.63.</div>
<div class="para">
<p class="smller"><strong>Novo material adicionado a nota de tradução</strong></p>
<div class="para">
<p>Em todas as obras de Kenneth Grant o elemento tântrico está centrado no que ele chama de o Segredo do Soberano Santuário da Gnosis. Este é o nome dado aos Graus mais elevados de uma Sociedade Oculta chamada de Ordo Templi Orientis (O.T.O.), e seu segredo central, segundo a interpretação Tifoniana de Grant, está contida no XIº Grau da Ordem. Este segredo tem sua base no período lunar feminino, i.e. na utilização da corrente lunar (menstruação) transmitida pela sacerdotisa nas operações mágico-sexuais.</p>
<p>Diferente de seu guru, Aleister Crowley, que transmitia o segredo central da Ordem como o sacramento ou o amrita produzido pelas técnicas do IX° Grau, Kenneth Grant modifica o esquema de Graus da Ordem segundo os ensinos tântricos contidos em um documento chamado Anandalahari, cuja autoria é de um monge errante chamado Drávida de Malabar (788 – 820 d.C.), cuja reputação e ensino o elevaram a categoria de encarnação de Shiva. Ele foi também autor de obras importantes como o Átmabodha, Jñanabodhiní e o Maniratnamálá, além de comentários sobre várias obras. A este autor também é atribuído à fundação de uma Escola Shivaísta, de linhagem Natha, chamada Dasanámí Dandins. Esta Escola de linhagem Natha Siddha desenvolvida na região mais baixa dos Himalaias possuía a predileção por práticas ocultas para aquisição de poderes sobrenaturais – como todo culto de linhagem Natha. Esta escola sofreu grande influência da Escola Raseshvara Siddha que difundia a prática diária do controle corporal (Hatha Yoga), do controle yogi do alento (pránáyáma) e a utilização de substâncias alucinógenas para gerar estados alterados de consciência.</p></div>
</div>
<div class="para">
<p>Posteriormente, esta escola da linhagem dos Nathas Yogis foi absorvida por uma outra Escola de linha tântrica. Eu me refiro a Escola Krama. Esta tradição foi fundada por um outro adepto da linhagem dos Nathas conhecido como Shivanandanatha, mestre de uma linhagem Kaula-Shakta voltada ao culto da Deusa Kali. Por muitos estudiosos a Escola Krama, por conseqüência, é considerada como mais um grupo das famílias que compõem o vasto universo da Tradição Kaula. É evidente a influência da Tradição Kaula na Tradição Krama quando analisamos a semelhança entre os elementos ritualísticos das duas tradições, como p.e. o consumo de carne, vinho e a cópula sexual.</p>
<p>Foi no livro Aleister Crowley &amp; o Deus Oculto que Kenneth Grant expôs o sistema tântrico utilizado por ele em conexão com o sistema de Graus e os Rituais da Loja Nova-Isis. Ele enfatiza que a Tradição Tântrica da Loja Nova-Isis (e portanto da O.T.O. Tifoniana) tem o respaldo e é conhecida pelo nome de Anuttara Amnaya (ATAT). Este é um dos nomes pelos quais à Tradição Krama é conhecida! A partir desta informação fica fácil compreender o que realmente Grant queria levar para dentro do Soberano Santuário da O.T.O.</p>
<p>Na Tradição Krama o Guru da à iniciação (diksha) e comunica a doutrina secreta (kulártha) a uma discípula, sob fortes juramentos de manter em segredo os mistérios comunicados (para posteriormente transmiti-los aos discípulos). Essa iniciação ou transmissão de poder dá-se através do sahaja maithuna ou a união sexual cuja liturgia cerimonial envolve a mistura dos fluídos seminais do homem as secreções vaginais da mulher, repartidos boca a boca. Este rito é conhecido como A Boca da Yogini. Para os tântricos a expressão transmissão do conhecimento boca a boca tem um significado muito mais amplo. Ela não se refere apenas aqueles mistérios transmitidos oralmente pelos Gurus mais avançados, mas sim a transmissão do poder via iniciação sexual.</p></div>
<p>A boca é referida como a abertura vaginal, a vulva (yoni), de onde os fluídos são recolhidos por um processo que se chama kundagolaka.</p>
<p class="para">
Muito do material tântrico exposto nas obras de Grant está profundamente conectado a Tradição Krama – que ele supostamente insiste em designar pelo nome de Círculo Kaula. O mistério do XIº O.T.O. segundo a concepção de Grant está baseado nas práticas (sádhana) ocultas desta tradição. Para Grant, e autores tântricos, o supremo ásana desta Tradição chama-se viparita rati ou posição 718. Neste contexto viparita significa aquilo que é contrário ou não usual (no sentido em que a sacerdotisa fica sobre o sacerdote). Posição 718 refere-se à Estela da Revelação onde Nuit é mostrada arqueada sobre Hadit. Esta postura facilita a descida das secreções vaginais que transmitem o influxo energético conduzido pelos nadís enquanto irradiados pelos marmas.</p>
<p>A utilização da corrente lunar feminina por si só, sem a influência do bindu masculino marca a culminação do pensamento tântrico grantiano em seu livro Além da Zona-Malva, nos três capítulos referentes à realização do Ritual Kaula. A Suvasini (termo enfaticamente utilizado por ele), quando em períodos de lunação, torna-se um portal vivo para outros lócus que estão além dos círculos do tempo. Ela, por si só, sem a influência masculina, é portadora de todo poder dado.</p>
<div class="para">
<p>Contudo, o que é notado pelos relatos dos anais da Loja Nova-isis – e dos relatos das operações mágico-sexuais deixados pelo próprio Crowley – é que o papel da mulher estava completamente desalinhado com o que os Tantras ensinam. Portanto, percebemos que nem Crowley ou Grant estavam completamente aptos para o trabalho. É dito que a O.T.O. é uma Ordem Tântrica. Contudo, pelo que vimos – e extensivamente praticamos – é que a Ordem incorporou aspectos do Tantra em seus ensinos, mas verdadeiramente, ela não é tântrica. Não era na época de Kellner ou Reuss, tão pouco foi na época de Crowley, e sob a influência de Grant ainda não é. Por este motivo, particularmente, eu prefiro não nomear a Ordem chefiada por Grant (ou qualquer outro) pelo nome de O.T.O.</p>
<p>Para mim, a Ordem Tântrica Oriental (O.T.O.) é um Círculo bem fechado de Adeptos hoje denominados pela Tradição Nath Uttara Kaula, conhecida como a forma mais elevada (Anuttara) do caminho (Amnaya) denominado Tantra-Yoga.</p></div>
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